Desemprego é menor onde Bolsonaro ganhou em 2022
Hoje o IBGE divulgou a taxa de desemprego aberta por Estados. Dos 27 entes federativos, na maioria dos Estados em que Bolsonaro ganhou (Sul, Sudeste e Centro Oeste), a taxa foi abaixo da média nacional de 7%. Em sentido contrário, na maioria dos Estados que Lula levou, a taxa foi acima da média nacional.
Esse recorte traz algumas reflexões. A primeira é que a esquerda costuma explorar o assistencialismo justamente nos locais em que a renda e o emprego são menores. O populismo serve como uma moeda de troca de votos por permanência no poder. Tal situação remete a uma segunda reflexão: como ganhar votos em que a lógica populista está consolidada? De fato, não é tarefa simples explicar para o eleitor que é justamente a dependência estatal que o condena à pobreza. Nesse sentido, o desafio para a direita, que defende a princípio menos Estado, é maior.
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Entretanto, a tarefa está longe de ser impossível. A eleição de Javier Milei, que ganhou com um discurso ultra liberal, mostra que é possível defender a lógica e a racionalidade como solução para tirar pessoas da pobreza. Aliás, a insatisfação com o atual governo brasileiro, torna este momento bastante oportuno.
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