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David de Tarso

Negociador de joias roubadas ligado a ‘Mainha do Crime’ é preso em São Paulo

Operação da Polícia Civil apreendeu R$ 2,7 milhões em materiais preciosos envolvidos em receptação e lavagem de dinheiro

David de Tarso

Joias apreendidas pelo Deic
WhatsApp Image 2025-05-08 at 12.19.39 Divulgação/Deic

Policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) prenderam o principal negociador de ouro e joias furtadas e roubadas da organização criminosa que era liderada pela “Mainha do Crime”, detida em fevereiro deste ano. O suspeito de 37 anos foi alvo de um mandado de prisão temporária cumprido durante a Operação Ouro Reverso, que investiga a receptação e a lavagem de dinheiro de metais preciosos no Estado de São Paulo.

O indiciado foi encontrado em Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana da capital, com R$ 80 mil. De acordo com as investigações, ele atuava como “flecha” na organização criminosa, recebendo as joias provenientes do crime e vendendo de maneira rápida para lojas do centro da cidade, mantendo o fluxo da cadeia ilícita. “Para desarticular o crime organizado, é essencial atacarmos sua cadeia logística e asfixiá-lo financeiramente. O combate rigoroso à receptação é pilar fundamental dessa estratégia, pois desestimula a atividade criminosa ao reduzir a lucratividade e, assim, enfrentar a reincidência”, disse o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite.

A operação, realizada nesta quarta-feira (7), coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Fraudes Financeiras e Econômicas, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), apreendeu cerca de R$ 2,7 milhões em ouro e joias, além de R$ 157 mil em espécie. Três lojas clandestinas utilizadas para derretimento dos materiais preciosos tiveram o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) cassados. “O valor do ouro está aumentando e é mais rápido repassar ao mercado ilícito do que um celular, por exemplo. Então nosso trabalho é impedir essa compra desenfreada do ouro sem lastro que fomenta a prática de furtos e roubos de alianças no estado”, disse o delegado Fernando David, da 3ª Delegacia da DIG.

As lojas que o indiciado comercializava o ouro foram alvos dos mandados de busca. Em um desses estabelecimentos, localizado no centro de São Paulo, foram encontradas 12 alianças intactas. O material é analisado pelo Deic, que tenta localizar as pessoas que tiveram o pertence roubado. Quem foi vítima da quadrilha também pode procurar a delegacia para reconhecer o objeto. Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão nas cidades de Guarulhos, Taboão da Serra, Barueri, Mairiporã, Mogi das Cruzes e Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, em Campinas, no interior do Estado e em bairros da capital paulista como Cambuci, Sé, Aclimação, Jardim Paulista, Vila Carrão e Vila Jacuí.

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Além do detido, mais dez pessoas e 11 empresas são investigadas no esquema ilícito. Celulares e dispositivos eletrônicos também foram apreendidos e ajudarão na continuidade das investigações. O preso poderá responder por crimes de receptação e organização criminosa. A operação contou com a participação da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado, que atua nas verificações de regularidades cadastrais e análise de documentos fiscais relacionados às atividades dos investigados, e também com avaliadores do setor de penhor da Caixa Econômica Federal, que acompanharam os trabalhos para auxiliar na identificação e qualificação técnica dos bens apreendidos.

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