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Brasil teve quase 500 mil afastamentos por ansiedade em 2024, informa Ministério da Previdência Social

Com alta histórica de casos, a partir de 28 de maio, a saúde mental dos trabalhadores passará a ser tratada com a mesma relevância de outros riscos ocupacionais

Victor Trovão

pessoa triste com os braços sobre a cabeça
Mulher, triste, tristeza, ansiedade, depressão Banco de imagens/Pixabay

No último ano, o Brasil enfrentou um aumento alarmante nos afastamentos de trabalhadores devido a problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. De acordo com o Ministério da Previdência Social, quase meio milhão de trabalhadores foram afastados por essas razões, marcando o maior número registrado em pelo menos uma década. Este cenário preocupante levou a uma mudança significativa na forma como a saúde mental é tratada no ambiente de trabalho. A partir de 28 de maio, a saúde mental dos trabalhadores passará a ter a mesma importância que outras doenças e riscos ocupacionais.

A advogada Lara Sponchiado, especialista em direito e processo do trabalho, destaca que a inclusão das questões psicossociais na pauta das empresas surgiu após um aumento nos casos judiciais relacionados ao assédio no ambiente de trabalho. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) identifica vários fatores de risco que contribuem para o desgaste mental dos trabalhadores, incluindo sobrecarga de horário e demandas, estresse, burnout, além de assédio sexual e moral. Sponchiado enfatiza a necessidade urgente de as empresas adotarem medidas para prevenir e mitigar esses riscos, garantindo um ambiente de trabalho mais saudável.

Para lidar com essa crise, é crucial que as empresas avaliem o impacto do ritmo de trabalho no bem-estar psicofísico dos funcionários. A advogada Lara Sponchiado sugere a implementação de um compliance trabalhista que respeite o direito à desconexão, especialmente em um contexto onde ferramentas como o WhatsApp podem se tornar problemáticas. Embora a nova medida entre em vigor agora, as multas por descumprimento só serão aplicadas no próximo ano, dando tempo para que as empresas se adaptem e ofereçam um ambiente de trabalho mais seguro e acolhedor.

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A especialista lembra que essas ações não apenas ajudam na retenção de talentos e no engajamento das equipes, mas também visam aliviar os cofres públicos ao investir em prevenção. A norma regulamentadora é uma tentativa de ajudar os empregadores a evitar a rotatividade de funcionários, que pode ser dispendiosa e prejudicial para a produtividade. Com a saúde mental finalmente recebendo a atenção que merece, espera-se que o ambiente de trabalho no Brasil se torne mais humano e sustentável, beneficiando tanto os trabalhadores quanto as empresas.

*Com informações de Caroline Meira 

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*Reportagem produzida com auxílio de IA