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Príncipe Harry diz que gostaria de se reconciliar com rei Charles III: ‘Não sei quanto tempo meu pai tem’

Príncipe, de 40 anos, não tem mais contato com seu pai, o rei Charles III, que desde 2024 sofre de um câncer do qual não foi informou a natureza

Sarah Américo

Príncipe Harry
principe-harry EFE/Neil Hall

Afastado da família real desde 2020, o príncipe Harry disse nesta sexta-feira (2) que deseja uma reconciliação e acrescentou que está “devastado” por uma decisão judicial que, segundo ele, lhe impede de voltar ao Reino Unido com sua esposa e seus filhos. “Alguns membros da minha família nunca me perdoarão por escrever um livro… mas eu adoraria me reconciliar com eles”, declarou o duque de Sussex à BBC, referindo-se à sua autobiografia publicada há dois anos. O príncipe, de 40 anos, acrescentou que não tem mais contato com seu pai, o rei Charles III, que desde 2024 sofre de um câncer do qual não foi informou a natureza. “Não sei quanto tempo resta ao meu pai (…), mas seria bom se nos reconciliássemos. Não serve de nada continuar brigando. A vida é preciosa”, acrescentou Harry.

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Também nesta sexta, O recurso do príncipe Harry contra a decisão de reduzir sua proteção policial no Reino Unido foi rejeitado pelo Tribunal de Apelação de Londres, anunciou o juiz encarregado do caso. Na sentença, o juiz Geoffrey Vos disse que a decisão do governo britânico de reduzir as medidas de segurança era “compreensível”, já que “o duque de Sussex deixou suas funções reais e o Reino Unido para viver principalmente no exterior”. O juiz indicou que compreende os “argumentos importantes e comoventes” do príncipe, mas considerou que não constituem “um argumento jurídico para impugnar” a decisão do governo. “Uma consequência não desejada de sua decisão de renunciar a suas obrigações reais e passar a maior parte de seu tempo no exterior foi a de um nível de proteção proporcionada(…) menor do que quando estava no Reino Unido”, disse Vos. Essa é a segunda vez que o pedido é negativo. A primeira foi no ano passado.

Segundo a equipe de defesa do príncipe, a “Al-Qaeda pediu seu assassinato”, após Harry narrar em sua autobiografia, “O que sobra”, publicada em 2023, que matou 25 talibãs quando foi enviado ao Afeganistão. O príncipe, que vive na Califórnia longe da família real, argumentou em seu recurso que a falta de garantias sobre sua segurança constitui um obstáculo a suas visitas ao Reino Unido. Desde que se mudou para os Estados Unidos há cinco anos, Harry, filho mais novo de Charles II, sua esposa Meghan, e os filho – Archie e Lilibeth – perderam a proteção policial de rotina oferecida aos membros ativos da realeza, financiada pelos contribuintes britânicos. Harry, 40 anos, que compareceu às audiências no Tribunal de Apelação nos dias 8 e 9 de abril, não estava presente nesta sexta-feira para ouvir a decisão. O Ministério do Interior determinou que as medidas de segurança para o príncipe e sua família seriam estabelecidas caso a caso.

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*Com informações da AFP
Publicado por Sarah Paula

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