JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Jornal Jovem Pan | 20h00 - 21h30
Mundo

Macron condena ataque a muçulmano e afirma que racismo e ódio não têm espaço na França

Agressor desferiu dezenas de facadas contra a vítima e ainda filmou a ação com um celular enquanto proferia insultos contra o Islã

Felipe Cerqueira

Muçulmanos se reúnem para rezar na mesquita de La Grand-Combe, no sul da França, após ataque que deixou um fiel morto, em 26 de abril de 2025
Rally against Islamophobia in Paris following man's stabbing in southern France mosque Guillaume Horcajuelo/EFE/EPA.

O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou neste domingo (27) que o racismo e o ódio religioso não têm espaço no país. A declaração foi feita após o assassinato de um jovem muçulmano em uma mesquita na cidade de La Grand-Combe, no sul do país. “O racismo e o ódio por motivos religiosos não têm lugar na França. A liberdade de culto não pode ser violada”, escreveu Macron na rede social X. O presidente também manifestou apoio aos “concidadãos muçulmanos”.

O crime ocorreu na sexta-feira (25). Segundo as autoridades, o agressor esfaqueou a vítima, um jovem malinês de 20 anos, aproximadamente 50 vezes enquanto proferia insultos contra o Islã. O suspeito filmou o ataque com um celular e enviou o vídeo a outra pessoa, que chegou a compartilhá-lo em uma rede social antes de apagá-lo. Após o crime, o agressor fugiu e segue sendo procurado.

De acordo com a investigação, o suspeito é um francês de origem bósnia, não muçulmano, identificado apenas como Olivier, nascido em 2004. Ele não possui antecedentes criminais. O promotor regional Abdelkrim Grini alertou que o agressor é “potencialmente extremamente perigoso” e que sua captura é considerada essencial para evitar novas vítimas. Embora o ataque tenha apresentado características de islamofobia, o promotor indicou que “certos elementos” sugerem que o ódio religioso pode não ter sido o único motivo do crime.

Após o assassinato, cerca de mil pessoas se reuniram em La Grand-Combe, que tem cerca de 5 mil habitantes, em homenagem à vítima. Em Paris, centenas de manifestantes também saíram às ruas. Durante o ato, o líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, acusou o governo de promover um “clima de islamofobia”, em meio ao debate político sobre imigração. Já o ministro do Interior, Bruno Retailleau, rebateu as críticas e acusou o partido de Mélenchon de tentar explorar politicamente o ataque.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

Retailleau também anunciou o reforço da segurança nas mesquitas de todo o país. O primeiro-ministro francês, François Bayrou, classificou o crime como uma “atrocidade islamofóbica”. O corpo da vítima foi encontrado por fiéis que chegaram à mesquita após o crime. Testemunhas relataram que, antes do ataque, agressor e vítima chegaram a rezar juntos no local.

*Com informações da AFP
Publicado pro Felipe Cerqueira

[jp-related-posts ids=”1934236,1933410″]