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Polícia do Rio de Janeiro prende sete suspeitos em ação contra megaquadrilha especializada em furto de cabos

Segunda fase da Operação Caminhos do Cobre foi realizada nesta quinta-feira (24); Justiça bloqueou R$ 200 milhões em bens do grupo criminoso interestadual

Felipe Cerqueira

polícia descobriu um depósito na periferia do Rio de Janeiro, onde foram encontradas toneladas de cabos de cobre roubados
Whats_App_Image_2025_04_24_at_16_19_17_8e1f86a1f1 Divulgação/Polícia Civil do RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deu início à segunda fase da Operação Caminhos do Cobre, com o objetivo de desmantelar uma quadrilha interestadual especializada no furto de cabos subterrâneos de concessionárias. A ação, realizada na manhã desta quinta-feira (24), resultou na prisão de sete pessoas e no cumprimento de 46 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. A quadrilha tinha como alvo cabos de cobre de concessionárias de telefonia fixa, TV a cabo e energia, causando prejuízos significativos às empresas afetadas.

Durante a operação, a polícia descobriu um depósito na periferia do Rio de Janeiro, onde foram encontradas toneladas de cabos de cobre roubados. Alguns desses cabos ainda possuíam lacres das operadoras de serviços públicos, evidenciando a origem ilícita do material. A magnitude do crime levou a Justiça do Rio de Janeiro a bloquear R$ 200 milhões em bens da quadrilha. Para evitar a detecção, os criminosos fracionavam o dinheiro obtido com a venda dos cabos no mercado paralelo, movimentando-o por meio de contas bancárias, além de adquirir imóveis e carros de luxo.

Segundo as investigações, a organização criminosa é altamente estruturada e operava em larga escala, subtraindo cabos durante a madrugada com o auxílio de batedores armados, muitos deles ligados ao tráfico de drogas. O grupo utilizava caminhões para puxar os cabos, causando danos estruturais às estações subterrâneas. Contratos fictícios também eram utilizados para despistar as autoridades. O material roubado era transportado para galpões localizados em áreas dominadas por facções criminosas, como o Morro do Fallet, o Complexo do Salgueiro e a Baixada Fluminense. Nesses locais, os cabos eram queimados e fracionados para ocultar sua origem antes de serem revendidos a ferros-velhos e metalúrgicas, principalmente em São Paulo.

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A quadrilha também atuava em esquemas de lavagem de dinheiro por meio de empresas reais e fictícias. Parte dos lucros era movimentada com contratos simulados, emissão de notas fiscais falsas, aquisição de veículos de luxo e anúncios de clientes inexistentes. A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de até R$ 200 milhões em contas bancárias, bens e imóveis dos investigados.

De acordo com a polícia, o líder do grupo, preso no Paraná, também exercia a função de contador de uma facção criminosa do Rio de Janeiro, sendo responsável por controlar o fluxo financeiro e os repasses do tráfico. Após sua prisão, sua companheira assumiu a liderança da organização. Desde a primeira fase da operação, iniciada em 2022, 40 pessoas ligadas ao esquema já foram presas.

*Com informações de Rodrigo Viga

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*Reportagem produzida com auxílio de IA