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Criação de Estado palestino seria ‘enorme recompensa ao terrorismo’, diz Netanyahu

Comunicado do governo israelense aponta que 'nenhuma entidade palestina' condenou o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza

Fernando Keller

Palestina
Destruction in Jabalia camp, northern Gaza Strip EFE/EPA/HAITHAM IMAD

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou, durante uma conversa telefônica nesta terça-feira (15), ao presidente francês, Emmanuel Macron, que a criação de um Estado palestino seria “uma enorme recompensa ao terrorismo”, indicaram seus serviços. Em uma mensagem no X, o presidente francês afirmou, por sua vez, que havia pedido a Netanyahu que reabrisse uma “perspectiva de solução política de dois Estados”. Nos últimos dias, Macron mencionou diversas vezes a possibilidade de que a França reconheça um Estado palestino em junho. “Durante a conversa, o primeiro-ministro se opôs firmemente à criação de um Estado Palestino, dizendo que seria uma enorme recompensa para o terrorismo”, declarou o gabinete de Netanyahu em um comunicado.

“O primeiro-ministro disse ao presidente francês que um Estado palestino estabelecido a poucos minutos de cidades israelenses se tornaria um bastião do terrorismo iraniano”, acrescentou. O comunicado também apontou que “nenhuma entidade palestina” condenou o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza. Macron disse ter transmitido a Netanyahu que o “calvário” dos civis em Gaza deve “terminar” e pediu um cessar-fogo, a libertação de todos os reféns e “a abertura de todos os pontos de passagem para a ajuda humanitária”.

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“É nesse contexto que estou sugerindo a Conferência de junho” que a França copresidirá na ONU com a Arábia Saudita, “levando em conta os interesses de segurança de Israel e de todos na região”, acrescentou. A conferência deve “desencadear uma série de reconhecimentos” de um Estado palestino, assim como do Estado de Israel por parte de vários países árabes, com o objetivo de iniciar uma dinâmica de paz na região, explicou na segunda-feira. Quase 150 países reconhecem o Estado palestino. Em maio de 2024, Irlanda, Noruega e Espanha deram o mesmo passo, seguidos pela Eslovênia em junho.

*Com informações da AFP
Publicado por Fernando Dias

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