JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Pânico | 12h00 - 14h00
Brasil

Estudo revela as praias mais contaminadas por microplásticos no Brasil

Organizações ambientais alertam para riscos crescentes à saúde humana e à biodiversidade marinha

Patricia Costa

plastico oceano
Plástico, praia, lixo, mar, poluição Pixabay

A poluição marinha no litoral brasileiro atingiu níveis preocupantes. Um estudo, realizado pela organização Sea Shepherd Brasil em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), revelou as praias com maior concentração de microplásticos no país. Foram analisadas 25 faixas litorâneas em nove estados diferentes, e os resultados apontam que a contaminação está espalhada por todo o território nacional. O ranking é liderado pela Praia do Pântano do Sul, em Florianópolis (SC), com 144 fragmentos de microplásticos por metro quadrado. Em segundo lugar aparece a Praia do Centro, em Mongaguá (SP), com 83 fragmentos/m². O terceiro lugar ficou com a Praia do Bessa, em João Pessoa (PB), com 81 fragmentos/m². Entre os dez locais mais impactados, há representantes das regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Segundo os pesquisadores, os microplásticos encontrados são originados de resíduos domésticos e industriais, em especial embalagens, fibras têxteis e fragmentos de utensílios descartáveis. Eles se acumulam na areia e no mar, representando um risco para a fauna aquática e para os banhistas.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

A presença desses fragmentos é resultado direto da má gestão de resíduos sólidos, da ausência de políticas de prevenção e da baixa cobertura de saneamento básico em áreas costeiras. A contaminação não afeta apenas o meio ambiente, mas compromete também o turismo, a pesca e a saúde das populações locais. A Sea Shepherd alerta que os microplásticos podem carregar substâncias tóxicas e entrar na cadeia alimentar marinha. Já há evidências científicas da ingestão desses resíduos por moluscos, peixes e aves, com impactos ainda pouco compreendidos na saúde humana. O estudo completo, intitulado Raio-X dos Resíduos na Costa Brasileira, está disponível no site da Sea Shepherd Brasil. A pesquisa faz parte de uma iniciativa global da organização para monitorar e combater a poluição nos oceanos. A expectativa é que os dados ajudem a pressionar o poder público e mobilizar a sociedade civil para ações urgentes de contenção e recuperação ambiental nas áreas costeiras do país.

[jp-related-posts ids=”1909883,1909805″]