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Política

STF publica acórdão de decisão que tornou Bolsonaro réu por susposta tentativa de golpe

Expectativa é que, se todos os prazos processuais forem cumpridos e não houver questionamentos, o julgamento ocorra ainda neste ano

Felipe Cerqueira

O ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), acompanhado por seus apoiadores, passa mal depois de discursar na cidade de Bom Jesus, interior do Rio Grande do Norte
Jair Bolsonaro cumpre agenda no Rio Grande do Norte, passa mal e é internado JOSÉ ALDENIR/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou um acórdão que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus acusados de participar de uma suposta tentativa de golpe de Estado. Este documento marca o início de um processo judicial que pode culminar em julgamento ainda este ano. A expectativa é que, se todos os prazos processuais forem cumpridos e não houver questionamentos, o julgamento ocorra em 2025. No entanto, o número de testemunhas arroladas pode influenciar o tempo. A lei não estabelece um limite para o número de testemunhas, mas o ministro relator Alexandre de Moraes tem a prerrogativa de indeferir pedidos considerados excessivos para acelerar o processo.

Com a publicação do acórdão, inicia-se a fase de instrução penal, na qual Bolsonaro e os outros acusados se tornam oficialmente réus. Antes dessa fase, as defesas dos acusados já foram notificadas e têm cinco dias para apresentar questionamentos à decisão. Após essa etapa, serão colhidas provas, realizadas diligências e ouvidas testemunhas. Somente depois disso, o ministro Alexandre de Moraes marcará a data do julgamento, que decidirá se os acusados serão condenados ou absolvidos.

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O início do julgamento depende da tramitação administrativa da Justiça Eleitoral. A expectativa é que, nos próximos dias, ocorra a manifestação da defesa prévia, com a fase de apresentação de provas e oitiva de testemunhas, possivelmente começando em maio. Este processo é complexo e envolve um conflito de legitimidades, com o Judiciário reafirmando a punição como valor democrático, enquanto parte do Legislativo busca uma suposta pacificação.

*Com informações de Janaina Camelo

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*Reportagem produzida com auxílio de IA