Advogada perde guarda do filho após se casar com Thiago Brennand, determina Justiça de SP
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou que a guarda do filho da advogada Karina Kufa fique provisoriamente com o pai, o ex-marido de Kufa, Amilton Augusto da Silva Júnior. Isso porque ela se casou no dia 2 de julho com o empresário Thiago Brennand – preso, condenado e acusado por agressões contra mulheres e também contra o próprio filho. Ela integra a defesa de Brennand, que está preso desde 2023.
Atualmente, os pais do menino tem a guarda compartilhada. O juiz do caso, Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e Sucessões do Foro Central Cível de São Paulo, determinou cinco dias para que a advogada, que também já defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro, se manifeste para que o Ministério Público (MP) possa analisar o caso. Em seguida, o juiz será deve tomar uma decisão definitiva.
Em resposta à determinação, Karina Kufa disse que vai se colocar ao lado da justiça. “Neste momento importante da minha vida me coloco mais uma vez ao lado da justiça. Sou advogada, sou mulher e escelente mãe. Serei atacada de várias formas. Continuo acreditando na justiça”, escreveu.
Thiago Brennand
O empresário Thiago Brennand foi condenado a mais oito anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de estupro. Conforme determinação, ele também terá de pagar indenização de ao menos R$ 200 mil.
Ele já passou pelo Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital paulista, e de lá foi transferido para o presídio Tremembé II, no interior do Estado. Ele foi condenado em cinco processos e chegou a acordos extrajudiciais em outros dois, em todos respondendo por crimes que variam entre agressões, violência contra a mulher e estupros.
Com a nova sentença, as penas do empresário somam mais de 30 anos de prisão. Ele já havia sido condenado por agredir a modelo Helena Gomes em uma academia na zona sul de São Paulo, por estuprar uma mulher norte-americana em sua mansão e por forçar sexo sem preservativo com uma ex.
Crime absolvido
O (TJ-SP) acolheu um pedido da defesa de Thiago Brennand, absolvendo-o de uma das nove acusações de estupro em que é réu.
A decisão de maio reverteu por dois votos a um a condenação em primeira instância de oito anos de prisão, ocorrida em agosto de 2025, da acusação de estupro da estudante Stefanie Cohen.
A defesa da vítima recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para restabelecer a condenação. Segundo os advogados Márcio Cézar Janjacomo, João Manssur, Marcelo Zovico e Márcio Cézar Janjacomo Jr., a decisão que absolveu o réu “violou a legislação federal ao dar muito peso a provas digitais unilaterais e desprovidas de cadeia de custódia”, afirmam em nota.