JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Eleições 2026 | 14h00 - 17h00
Política

Nunes Marques diz não haver indício de interferência estrangeira nas eleições

Presidente do TSE afirma que atuação da Corte junto às plataformas ajudou a afastar problemas

Jovem Pan

Ministro Nunes Marques durante sessão solene de posse no STF.
Nunes Marques reforçou que a Justiça Eleitoral não identificou sinais de atuação externa durante a votação. “Nenhum indicativo de nenhum tipo de interferência estrangeira”, disse. Fellipe Sampaio/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que não há, até o momento, qualquer indício concreto de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no primeiro turno.

“Até o momento, não temos indicativo concreto de interferência internacional. Muito se falava que poderia vir a partir das plataformas, acredito que o trabalho feito pelo TSE afastou muitos dos problemas que poderíamos ter”, afirmou.

Nunes Marques reforçou que a Justiça Eleitoral não identificou sinais de atuação externa durante a votação. “Nenhum indicativo de nenhum tipo de interferência estrangeira”, disse.

O presidente do TSE atribuiu parte desse cenário ao trabalho realizado pela Corte com as empresas de tecnologia. Em julho, o tribunal firmou acordos de cooperação com plataformas como Meta, X, Telegram, TikTok, Kwai, LinkedIn e Google para as eleições. Em setembro, nove empresas apresentaram planos com medidas de prevenção e resposta a riscos à integridade do pleito.

Suspeitas de interferência dos EUA chegaram ao TSE, STF e PF

A possibilidade de interferência estrangeira, principalmente por parte dos Estados Unidos, tornou-se um dos temas da reta final da campanha. Acampanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o TSE e o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a investigação de uma possível atuação americana no processo eleitoral. No TSE, o PT também acusou Flávio e Eduardo Bolsonaro de articulação com o governo Donald Trump e pediu, entre outras medidas, a inelegibilidade dos irmãos e a cassação dos registros da chapa de Flávio.

No discurso na Assembleia Geral da ONU, em setembro, Lula criticou a “ingerência externa em processos eleitorais” e afirmou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”. O presidente também vinha reagindo à pressão do governo Trump sobre o Brasil e às aproximações entre integrantes da família Bolsonaro e autoridades americanas.

Nesta semana, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República que investigassem um suposto financiamento do governo americano a iniciativas no Brasil. O pedido foi apresentado após reportagem do jornal britânico The Guardian apontar que o Departamento de Estado destinou US$ 1 milhão a um programa chamado “Countering Lawfare and Censorship in Brazil”. A AGU quer identificar os eventuais destinatários dos recursos no país e saber se houve ingerência externa.

Neste domingo, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou que a corporação abriu um procedimento prévio para apurar as suspeitas. A investigação está sob responsabilidade da Diretoria de Inteligência, mas ainda não houve instauração formal de inquérito policial.

Filas e chuvas

Nunes Marques também comentou as filas registradas nos locais de votação e afirmou que o movimento permanece dentro da proporção esperada. “As filas estão na mesma proporção”, disse.

No Paraná, o presidente do TSE atribuiu os atrasos às condições climáticas registradas durante a manhã. “No Paraná, em razão das fortes chuvas e rajadas de vento pela manhã, muitos dos eleitores agora que estão se deslocando. Natural que tenha atraso”, afirmou.

continue lendo