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Economia

Inflação sobe 0,82% em setembro após queda registrada em agosto, diz IBGE

IPCA acumula alta de 4,58% em 12 meses; transportes e alimentos também pressionaram os preços

Nícolas Robert

Calculadora com gráficos da inflação no Brasil
Inflação sobe 0,82% em setembro após queda registrada em agosto, diz IBGE Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

A inflação oficial do Brasil subiu 0,82% em setembro, após registrar queda de 0,32% em agosto, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O principal impacto veio da energia elétrica residencial, que ficou 7,98% mais cara no período. Segundo o IBGE, a alta está relacionada ao fim da incorporação do Bônus de Itaipu, desconto que foi aplicado às contas de luz emitidas em agosto.

Com o resultado de setembro, a inflação acumula alta de 3,95% em 2026. No acumulado dos últimos 12 meses, o avanço é de 4,58%.

Energia elétrica puxa alta da inflação

O grupo Habitação registrou a maior variação entre os segmentos pesquisados pelo IBGE, com alta de 2,31%. Além da energia elétrica, o resultado refletiu o aumento dos custos relacionados à moradia.

Todos os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA tiveram variação positiva em setembro. Depois de Habitação, os maiores avanços foram registrados em:

  • Transportes: alta de 0,89%;
  • Alimentação e bebidas: alta de 0,83%.

O resultado também confirmou a sinalização da prévia da inflação de setembro, divulgada pelo IBGE no fim do mês passado. Na ocasião, o índice havia subido 0,70%, também sob influência do aumento da conta de luz.

Passagens aéreas e combustíveis

No grupo Transportes, um dos destaques foi o aumento de 9,66% nas passagens aéreas.

Os combustíveis também registraram alta, de 1,41% no conjunto. Entre os itens pesquisados, as variações foram:

  • Etanol: alta de 3,16%;
  • Óleo diesel: alta de 1,69%;
  • Gasolina: alta de 1,21%;
  • Gás veicular: alta de 0,10%.

Alimentos voltam a subir

O grupo Alimentação e bebidas voltou a registrar inflação depois de três meses consecutivos de recuo.

A alimentação consumida em casa subiu 0,96% em setembro. Entre os produtos que mais pressionaram os preços estão o tomate, com alta de 37,76%, e a batata-inglesa, que ficou 24,07% mais cara.

Também tiveram aumentos a cebola (10,14%), o arroz (4,56%) e as carnes (0,63%).

A alimentação fora de casa avançou 0,48%. O preço das refeições subiu 0,49% em setembro, acima da variação de 0,18% registrada em agosto.

O IPCA é o indicador oficial da inflação brasileira e mede a variação dos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias. O índice considera itens como alimentação, transporte, habitação, saúde e educação.

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