BC não pode ‘dar cavalo de pau’, diz Haddad sobre nova alta dos juros
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta quinta-feira (20) que o Banco Central possui a responsabilidade de controlar a inflação e está se empenhando em estabelecer uma meta desafiadora. Ele defendeu o atual presidente da instituição, Gabriel Galípolo, em relação ao aumento das taxas de juros, ressaltando que a nova administração enfrenta desafios herdados da gestão anterior.
“Você não pode, na presidência do Banco Central, dar um cavalo de pau depois que se assumiu. Isso é uma coisa muito delicada. Um novo presidente, com os novos diretores, eles têm uma herança a administrar, mais ou menos como eu tive uma herança a administrar em relação ao Paulo Guedes”, disse Haddad em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).
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Haddad destacou que o Banco Central deve agir sempre que a inflação ultrapassar os limites definidos pelo Conselho Monetário Nacional. A meta central estabelecida pela instituição é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, tanto para cima quanto para baixo.
Recentemente, a projeção de inflação para 2025 foi ajustada de 5,2% para 5,1%, embora ainda permaneça acima do limite superior da meta. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu aumentar a taxa Selic de 13,25% para 14,25% ao ano, indicando que novos aumentos nas taxas de juros são esperados na próxima reunião.
As expectativas de inflação têm se deteriorado, dificultando a aproximação da inflação à meta estabelecida. Além disso, há apreensão em relação à política fiscal mais expansiva do governo Lula. O governo apresentou medidas para estimular a economia, como a criação de um novo modelo de consignado privado e a liberação do saldo do FGTS.
Entretanto, existe preocupação com a resistência do Congresso em relação à proposta de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, o que pode impactar ainda mais as expectativas econômicas. A situação atual exige atenção redobrada para que as metas de inflação sejam cumpridas e a estabilidade econômica seja mantida.
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*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicado por Luisa dos Santos