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Família do senador Weverton Rocha é alvo de operação da PF contra fraudes no INSS

Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF

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Senador Weverton Rocha é alvo de operação da PF contra fraudes no INSS Agência Senado

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto. A ofensiva visa aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado às fraudes em descontos indevidos de benefícios do INSS.

Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os alvos da operação estão os familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz. Os agentes realizam buscas na residência do parlamentar por causa de operações suspeitas envolvendo sua esposa, em imóveis ligados à família e também na casa e no escritório do advogado.

Segundo as investigações, Tomaz é suspeito de ter participado de operações destinadas a ocultar a origem de recursos supostamente ilícitos e de ter colocado uma aeronave à disposição do senador. A PF também busca apreender bens para recuperar valores que teriam sido desviados, incluindo veículos de luxo e outros patrimônios.

De acordo com a corporação, a apuração começou após a identificação de movimentações financeiras consideradas suspeitas, que teriam utilizado pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e transações em dinheiro vivo para esconder a origem e o destino dos recursos. As diligências buscam esclarecer a finalidade desses repasses e individualizar a responsabilidade de cada investigado.

Weverton Rocha já havia sido alvo da Operação Sem Desconto em dezembro do ano passado. Na ocasião, afirmou ter recebido a medida com surpresa e disse que prestaria esclarecimentos após ter acesso à decisão judicial.

A investigação também encontrou, no celular do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como líder do esquema, mensagens que tratavam da entrega de dinheiro em espécie a um ex-assessor do senador.

Willer Tomaz já foi investigado anteriormente na Operação Lava Jato. Em 2017, chegou a ser preso após ser citado em delações da J&F, mas a denúncia acabou rejeitada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região por falta de provas. Posteriormente, o empresário Joesley Batista afirmou que não o contratou para influenciar autoridades públicas.

Em nota, a defesa de Willer afirmou que “a diligência de busca e apreensão a que foi submetido nesta manhã decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público”. Além disso, o comunicado também afirma que “Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal.

Por fim, a defesa diz que “o advogado reitera que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação”.

A Jovem Pan entrou em contato com os envolvidos, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

*Com informações do Estadão Conteúdo