Focus: IPCA 2026 segue em 5,02%, acima da meta de inflação; Selic 2027 fica em 13,75%
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 seguiu em 5,02%, depois de seis semanas de queda. A estimativa está 0,52 ponto porcentual acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. Há um mês, era de 5,15%.
Considerando apenas as 69 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana subiu de 4,99% para 5,04%.
A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 oscilou de 4,22% para 4,24%. Um mês antes, era de 4,20%. Considerando apenas as 69 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 4,22% para 4,21%.
A mediana do Focus para a inflação de 2028 continuou em 3,80%. Um mês antes, era de 3,78%. Para 2029, seguiu em 3,50%, pela 50ª semana consecutiva.
No início de agosto, o Banco Central ajustou suas projeções para o IPCA de 2026, de 5,2% para 5,1%, e de 2027, de 3,7% para 3,8%. As estimativas constam no comunicado da reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado manteve a projeção para a inflação acumulada em 12 meses no 1º trimestre de 2028 em 3,2%. O período se tornou o horizonte relevante da política monetária nesta reunião.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
Selic
A mediana do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2026 seguiu em 13,75% nesta segunda-feira. Considerando só as 80 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também continuou em 13,75%.
A estimativa intermediária do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2027 permaneceu em 12,00%. Levando em conta apenas as 79 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana aumentou de 12,00% para 12,25%.
No início de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic em mais 0,25 ponto porcentual, de 14,25% para 14% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo.
Os juros já caíram um ponto porcentual desde março, quando o BC começou um “ciclo de calibração” da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã sobre a cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.
“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá incorporando novas informações e acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, afirmou o colegiado na ata da reunião.
A mediana do mercado para a Selic no fim de 2028 seguiu em 10,50%. A estimativa para 2029 continuou em 10,00%.
Dólar
A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 seguiu em R$ 5,20 pela nona semana seguida. Considerando apenas as 44 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária também permaneceu em R$ 5,20.
A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 oscilou de R$ 5,28 para R$ 5,29. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,28.
A projeção para o fim de 2028 seguiu em R$ 5,30 pela quarta semana consecutiva. A estimativa para 2029 oscilou de R$ 5,37 para R$ 5,36. Há um mês, era de R$ 5,40.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.