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Secretário do Tesouro dos EUA diz que Irã terá as sanções mais duras da história

Entretanto, Scott Bessent afirmou que dificilmente os ataques americanos serão retomados

Estadão Conteúdo

Scott Bessent
Ele também criticou o G20 ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse nesta quinta-feira (20) que o Irã terá as “sanções mais duras da história”, mas dificilmente os ataques americanos serão retomados. Em entrevista à CNBC, ele afirmou que os EUA buscarão aliados para um isolamento econômico coordenado do Irã e advertiu que o Tesouro e o governo Trump agirão contra quem transferir dinheiro, comprar petróleo ou fizer negócios com o país persa.

Segundo ele, todos os países precisarão escolher um lado: se vão negociar ou não com o Teerã. “Pressão econômica significa que vamos isolá-los para acabar com o regime”, enfatizou.

O secretário apontou não ter certeza do porquê o petróleo subiu tanto, já que Washington tem o controle do Estreito de Ormuz. “A pressão funcionou na Venezuela, está funcionando em Cuba e irá funcionar no Irã”.

Questionado se sancionará a China, ele respondeu que “algumas conversas são melhores em privado“. Bessent acrescentou que fará uma coletiva de imprensa sobre a pressão econômica contra o Irã na segunda-feira (24).

Ele também criticou o G20, ao comentar que o grupo tem muito o que mudar em regulação econômica e que é preciso voltar para a missão central de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) global.

Segundo ele, a Europa deveria estar seguindo o Relatório Draghi para aumentar o crescimento. O relatório de 2024 alerta sobre a perda de competitividade econômica da União Europeia (UE) frente aos EUA e China.

Sobre a economia doméstica, ele frisou que empresas esperam grande retorno financeiro e de produtividade dos investimentos em inteligência artificial (IA), com muita emissão de dívidas de longo prazo para financiar a tecnologia. “Tudo que vemos em termos de ganhos de empresas e atividade econômica está forte”, apontou.

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