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Steve Bannon, ex-braço direito de Trump, se declara culpado de desvio de fundos e evita prisão

O estrategista político admitiu ter enganado doadores para uma organização privada que alegava estar financiando um muro ao longo da fronteira sul dos Estados Unidos com o México

Felipe Cerqueira

Steve Bannon em New York
Steve Bannon em New York EFE/EPA/STEVEN HIRSCH / POOL

Steve Bannon, estrategista político americano de direita e ex-braço direito de Donald Trump, declarou-se culpado nesta terça-feira (11) de desvio de fundos para a construção do muro na fronteira com o México, sendo condenado a três anos em liberdade condicional. Presente no tribunal, Bannon se declarou culpado de fraude, enquanto a Promotoria do tribunal de Manhattan retirou outras acusações, após ser acusado em setembro de 2022 em um caso de fraude de 15 milhões de dólares (cerca de R$78 milhões na cotação da época), lavagem de dinheiro e desvio de fundos.

O estrategista afirmava ser inocente e dizia que era vítima de uma “falsa acusação”. O caso faz referência a um site, “We build the wall” (“Nós construímos o muro”, em tradução livre), lançado em 2019, que a Justiça americana acredita que Bannon criou para arrecadar fundos de indivíduos para financiar a construção de um muro contra a imigração ilegal na fronteira sul dos Estados Unidos. Essa cerca é uma antiga promessa de Trump.

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Bannon, de 71 anos, foi indiciado pela justiça federal neste caso, mas recebeu um indulto de Trump pouco antes de deixar a Casa Branca em 2021. O ex-assessor de Trump foi um dos porta-vozes das acusações não comprovadas de suposta fraude durante a eleição presidencial de 2020 para ajudar o democrata Joe Biden a vencer, teorias que ainda circulam entre alguns setores conservadores americanos.

Em outubro de 2022, ele foi condenado a quatro meses de prisão por se recusar a cooperar com a investigação parlamentar sobre o ataque ao Capitólio – sede do Congresso – em 6 de janeiro de 2021 por centenas de apoiadores de Trump. Ele cumpriu essa pena na prisão e foi solto no final de outubro de 2024, em meio à campanha para as últimas eleições presidenciais.

*Com informações da AFP
Publicado por Carolina Ferreira

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