Risco fiscal: piora no mercado de trabalho com ligeira melhora nas contas públicas
Na quinta-feira (30), foram divulgados os dados do CAGED, que mede a criação de vagas no mercado formal. De acordo com Ministério do Trabalho e Emprego, no mês de dezembro, o saldo líquido entre admissões e demissões foi de -535,5 mil vagas. É isso mesmo: foram destruídas 535,5 mil vagas de trabalho com carteira assinada em dezembro.
Os dados de desemprego divulgados pelo IBGE vão na mesma direção. A taxa de desemprego subiu de 6,1% em novembro para 6,2% em dezembro, apontando uma desaceleração no mercado de trabalho. Não se tratar de negar que o mercado de trabalho continua aquecido, mas ele começa a desacelerar na margem. Aliás, outros indicadores como vendas no varejo, produção industrial, e volume de serviços apresentaram retração em novembro, confirmando uma desaceleração da atividade econômica.
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Não à toa, todos os índices de confiança da FGV apontaram para uma piora do humor para o consumidor e para os empresários da indústria, do varejo, do setor de serviços e da construção civil. Com o menor ritmo da atividade econômica, aliado a uma melhora marginal no resultado fiscal (queda da dívida pública para 77% e superávit primário de R$24 bilhões), o risco está dado.
O governo pode acreditar que as contas públicas estão saudáveis e gastar mais a fim de conter a desaceleração da atividade econômica, pensando nas eleições de 2026. Se isso ocorrer, é inevitável a gestação de uma crise futura a ser herdada pelo próximo presidente do Brasil.
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