AGU orienta governo a não pagar R$ 4,2 bilhões em emendas da Câmara
Nesta segunda-feira (30), a Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou um parecer que visa orientar os órgãos do Poder Executivo em relação à recente decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa decisão permitiu a liberação de algumas emendas parlamentares que estavam bloqueadas. Embora tenha autorizado a execução de emendas já empenhadas antes da suspensão, Dino manteve a proibição de emendas de comissão que totalizam R$ 4,2 bilhões.
Além disso, o ministro liberou o empenho de emendas voltadas para a saúde até o final do ano e a movimentação de recursos em fundos da área até o dia 10 de janeiro. Essa medida é vista como uma forma de garantir que os recursos destinados à saúde possam ser utilizados de maneira eficaz, especialmente em um período crítico. No entanto, a AGU levantou uma “dúvida razoável” sobre a abrangência da decisão de Dino, especialmente no que diz respeito às emendas de comissão mencionadas no ofício dos líderes. Diante disso, a AGU sugere uma interpretação mais cautelosa, que não permita o empenho dessas emendas, mesmo que tenham sido solicitadas antes de 23 de dezembro e sejam destinadas à saúde.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
O parecer da AGU enfatiza a necessidade de prudência ao adotar essa interpretação, aguardando um possível esclarecimento judicial que possa trazer mais clareza sobre a situação. Essa abordagem visa evitar complicações futuras e garantir que as decisões tomadas estejam em conformidade com a legislação vigente.”Não obstante a dúvida razoável, mostra-se, neste momento, prudente adotar-se a interpretação mais segura da decisão, no sentido de que, ao menos até ulterior esclarecimento judicial, não estão ressalvados os empenhos das emendas de comissão objeto do Ofício n. 1.4335.458/2024, ainda que anteriores a 23/12/2024 e ainda que em destinados à saúde”, declarou o documento.
*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicado por Victor Oliveira
continue lendo
Política
Justiça italiana marca nova audiência sobre extradição de Zambelli para 27 de outubro
Corte vai reavaliar pedido do Brasil após anulação de decisão anterior; defesa da ex-deputada alega falta de garantias processuais e prepara recursos ao STF
- José Sarney é internado em UTI após procedimento abdominal Agência Brasil · há 1 hora
- Por que os votos de Garotinho foram anulados? Entenda a decisão do TSE Jovem Pan · há 1 hora
- Ibaneis participou de decisões do BRB e se reuniu com Vorcaro na Suíça, diz PF Jovem Pan · há 3 horas
- TRE faz retotalização de votos neste sábado, e Ruas deve ser eleito governador do Rio no 1º turno Júlia Lara · há 7 horas