Projeções econômicas preocupantes
O mercado financeiro segue bem pessimista com o Brasil. É o que mostra o relatório Focus do Banco Central com as projeções de corretoras, fundos e bancos para as principais variáveis macroeconômicas. Segundo o documento, a previsão de inflação para 2024 e 2025 é de respectivamente 4,89% e 4,60%. Ambos os resultados acima do teto da meta.
Na passagem de uma semana para outra, houve piora também da previsão de câmbio. Para 2024, o dólar fecharia em R$5,99 e 2025 em R$5,85. Tudo indica que o novo câmbio de equilíbrio do Brasil é de R$ 6,00, e as cotações devem girar em torno deste patamar, para cima ou para baixo. Na esteira de piora das expectativas, a Selic para 2025 está agora em 14%. Há gente no mercado financeiro dizendo que a Selic poderá chegar a 15% no final do ano que vem. Há um ano, a previsão para a taxa básica de juros era de 8,5%.
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A piora de inflação, câmbio e Selic é explicada pelo descontrole das contas públicas e a falta de um plano efetivo de contenção de gastos. A piora das variáveis do mercado financeiro começam a ter efeitos para a população, como elevação da inflação corrente e do dólar. Por enquanto, os efeitos recaem mais na inflação, e menos na atividade econômica.
No entanto, em algum momento, a piora fiscal poderá contaminar o humor de empresários que vão preferir reter caixa a investir. Se isso acontecer, a queda do PIB e o aumento do desemprego será inevitável. Olhando no retrovisor, já vimos isso acontecer durante o governo Dilma. É impressionante como os governos no Brasil não aprendem com os erros do passado. Infelizmente quem paga a conta é a população, e não os políticos.
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