JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Três em Um | 00h00 - 01h00
Mundo

Tratado de defesa entre Coreia do Norte e Rússia entra em vigor, anuncia agência KCNA

Oficialização do pacto acontece no momento em que EUA e Coreia do Sul acusam a Coreia do Norte, que possui arma nuclear, de enviar mais de 10 mil soldados para ajudar a Rússia a combater a Ucrânia

Felipe Cerqueira

putin e kim jong un
putin e kim jong un EFE/EPA/GAVRIIL GRIGOROV/SPUTNIK/KREMLIN

O histórico acordo de defesa firmado entre Coreia do Norte e Rússia em junho, que sela a aproximação dos dois países em meio à guerra na Ucrânia, entrou em vigor, anunciou a agência oficial norte-coreana KCNA nesta quarta-feira (4). O líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente russo, Vladimir Putin, assinaram o tratado estratégico durante uma visita do chefe do Kremlin a Pyongyang em junho.

O acordo entrou em vigor nesta quarta com a troca dos documentos ratificados em Moscou entre os dois países, acrescentou a agência. A oficialização do pacto acontece no momento em que Estados Unidos e Coreia do Sul acusam a Coreia do Norte, que possui arma nuclear, de enviar mais de 10 mil soldados para ajudar a Rússia a combater a Ucrânia.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

Segundo os especialistas, o dirigente norte-coreano quer adquirir, em troca, tecnologia de ponta de Moscou e experiência de combate para suas tropas. O acordo obriga os dois Estados a proporcionarem assistência militar “sem demora” em caso de ataque contra um deles e a se oporem conjuntamente às sanções ocidentais.

Os legisladores russos votaram no mês passado, por unanimidade, a favor do tratado, que foi depois firmado por Putin. Pyongyang declarou que o acordo foi ratificado por um decreto de Kim. O tratado servirá de “poderosa força motriz para acelerar o estabelecimento de uma ordem mundial multipolar, independente e justa, sem dominação, submissão nem hegemonia”, declarou a KCNA.

Segundo analistas, Pyongyang poderia utilizar a Ucrânia para reorientar sua política externa. Ao enviar soldados, a Coreia do Norte se posiciona dentro da economia de guerra russa como fornecedor de armas, de apoio militar e mão de obra, e inclusive poderia contornar seu aliado tradicional, vizinho e principal parceiro comercial, a China.

Coreia do Norte e Rússia reforçaram seus laços militares desde a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022. Os dois países estão submetidos a uma série de sanções da ONU: Pyongyang por seu programa de armamento nuclear e Moscou pelo conflito ucraniano.

Kim declarou na semana passada, durante uma visita a Pyongyang do ministro da Defesa russo, Andrei Belousov, que seu governo, seu Exército e seu povo “apoiariam invariavelmente a política da Federação da Rússia de defesa de sua soberania e integridade territorial”. O presidente russo classificou em junho o acordo de “documento revolucionário”.

*Com informações da AFP
Publicado por Carolina Ferreira

[jp-related-posts ids=”1791961,1791695″]