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Trump pede apoio maciço dos evangélicos nas urnas em novembro

Na próxima quinta-feira (27), o líder republicano enfrentará em um aguardado debate televisionado seu adversário democrata, o presidente Joe Biden

Felipe Cerqueira

O ex-presidente americano Donald Trump pediu aos evangélicos, neste sábado (22), para votarem maciçamente nas eleições presidenciais de novembro para ajudá-lo a voltar para a Casa Branca, e prometeu proteger “ferozmente” a liberdade religiosa se for eleito. Na próxima quinta-feira (27), o líder republicano enfrentará em um aguardado debate televisionado seu adversário democrata, o presidente Joe Biden. “Os evangélicos e os cristãos não votam tanto quanto deveriam”, disse o candidato republicano em um hotel em Washington diante de centenas de presentes na conferência da coalizão Faith and Freedom (Fé e Liberdade). “Vão à igreja todo domingo, mas não votam. E temos que nos assegurar de que votem desta vez porque só têm que fazê-lo desta vez”, pediu.

“Dentro de quatro anos, não têm que votar, certo? Em quatro anos não votem, não me importa”, concluiu, arrancando risadas dos presentes. O magnata assegurou aos evangélicos, que tiveram um papel importante em sua eleição em 2016, que defenderia sua fé. Naquele ano, 84% dos protestantes votaram nele, segundo o Pew Research Center. Trump já lhes permitiu obter uma vitória histórica, ao nomear três juízes conservadores para a Suprema Corte, que em 2022 anulou o direito federal ao aborto.

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“Protegeremos os cristãos nas nossas escolas, no nosso exército, na nossa administração, em nossos locais de trabalho, em nossos hospitais”, prometeu. Além disso, afirmou que se voltar à Presidência, criará um grupo federal que investigará a “discriminação” e a “perseguição” aos cristãos no país. Trump acusou os democratas de tentar manter os fiéis desta religião “fora da política”, ao que a multidão respondeu, repetindo em coro “Vote, vote, vote”.

O ex-presidente dos EUA também endossou que os Dez Mandamentos da Bíblia sejam apresentados nas escolas, fazendo referência a uma lei recentemente aprovada pelo Estado da Louisiana com essa determinação. Trump já havia sinalizado apoio enfático à medida ontem, em uma publicação em seus perfis nas redes sociais. “Adoro os Dez Mandamentos nas escolas públicas, escolas privadas e muitos outros lugares”, escreveu.

Publicado por Carolina Ferreira

*Com informações da AFP e agências internacionais

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