Suspeito de tiroteio em festival judaico na Austrália comparece pela primeira vez ao tribunal
Um homem acusado de matar 15 pessoas em um tiroteio em massa, em dezembro de 2025, em um festival judaico na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, compareceu ao tribunal nesta segunda-feira, 16, pela primeira vez desde que recebeu alta do hospital. Naveed Akram compareceu ao Tribunal Local de Downing Center, em Sydney, por meio de uma videoconferência do Centro Correcional de Segurança Máxima de Goulburn, a 200 quilômetros (120 milhas) de distância.
Ele não se pronunciou sobre as acusações contra ele, incluindo homicídio e ato terrorista.
A breve audiência teve como foco a prorrogação de uma ordem judicial que impede a divulgação das identidades das vítimas e sobreviventes do ataque que optaram por não se identificar publicamente.
O advogado de defesa, Ben Archbold, disse aos repórteres fora do tribunal que Akram estava bem, dentro do esperado, e que era muito cedo para indicar qualquer intenção de defesa.
Akram, de 24 anos, ficou ferido e seu pai, Sajid Akram, de 50 anos, foi morto em um tiroteio com a polícia após o ataque a uma celebração de Hanukkah na praia em 14 de dezembro de 2025.
O jovem Akram deve comparecer ao tribunal novamente em 9 de abril.
A investigação policial é uma das três investigações oficiais que examinam o pior suposto ataque terrorista da Austrália e o pior tiroteio em massa do país em 29 anos.
Uma delas envolve as interações entre as forças policiais e os serviços de inteligência antes do ataque, que teria sido inspirado pelo Estado Islâmico.
Uma comissão real, a mais alta forma de inquérito público, investigará a natureza, a prevalência e os fatores que impulsionam o antissemitismo em geral, bem como as circunstâncias do tiroteio em Bondi.
*Estadão Conteúdo
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