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Macroeconomia

Partido Novo entra com medida cautelar no TCU contra mudança de estatuto social da Petrobras

Legenda afirma que existe conflito de interesse da atual composição do Conselho de Administração da petrolífera para deliberar sobre vedações de indicação de administradores

Tatyane Mendes

O Partido Novo solicitou nesta quarta-feira, 25, uma medida cautelar no Tribunal de Contas da União (TCU) para impedir a realização de Assembleia Geral da Petrobras para a mudança do estatuto social da empresa. Nesta semana, a estatal informou que enviará propostas aos acionistas com o objetivo de mudar seu regimento interno. A intenção da companhia é eliminar as restrições para a indicação de administradores, que foram consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após a decisão monocrática do ex-ministro Ricardo Lewandowski. “Na realidade, o que se tem são indícios fortes de que a mudança no Estatuto da PETROBRAS se deu pela alta probabilidade de concessão de tutela liminar para suspender a indicação dos três Conselheiros acima indicados [Pietro Adamo Sampaio Mendes; Sergio Machado Rezende; e Efrain Pereira da Cruz], levando em conta a existência de pronunciamentos de órgãos internos de controle da petrolífera contrários às suas nomeações à época das indicações. A alteração do Estatuto da PETROBRAS evidencia, portanto, o nítido conflito de interesse da atual composição do Conselho de Administração da petrolífera para deliberar sobre o aludido ponto de excluir vedações para a indicação de administradores previstas na Lei nº 13.303/2016, uma vez que serão os diretos beneficiários”, afirmou o partido.

O documento ainda pede a intimação da Petrobras e da União para se manifestarem sobre a denúncia e que o Judiciário determina a impossibilidade da União participar e votar a modificação do Estatuto da Petrobras para excluir vedações para a indicação de administradores. O assunto tem sido alvo de controvérsias desde seu anúncio. A Petrobras registrou uma queda de R$ 32,3 bilhões em seu valor de mercado nesta segunda-feira, 23. As ações preferenciais da empresa tiveram uma queda de 6,61%, chegando a R$ 35,35, enquanto as ações ordinárias desvalorizaram 6,03%, atingindo o valor de R$ 38,35. No acumulado do ano, as ações preferenciais apresentam uma valorização de 78%, enquanto as ordinárias registram um aumento de 65,3% desde janeiro. Esses números refletem a confiança dos investidores na empresa, que se fortaleceu após a mudança na diretoria.

As recentes decisões da companhia e a queda no valor de mercado demonstram a volatilidade do setor e a importância de uma gestão eficiente para garantir a estabilidade e o crescimento da empresa. Em um cenário de constantes mudanças e desafios, a Petrobras busca se adaptar e se fortalecer, visando sempre o melhor para seus acionistas e para a economia do país. A reforma no estatuto social e a criação da reserva de remuneração de capital são medidas que visam garantir a sustentabilidade e o crescimento da empresa, mesmo diante de um mercado instável. A estatal também aprovou a criação de uma reserva de remuneração de capital, cujo valor ainda não foi definido, para garantir recursos destinados ao pagamento de dividendos, recompra de ações, absorção de prejuízos e incorporação ao capital social. Essas medidas visam fortalecer a empresa e proporcionar mais flexibilidade em suas operações.

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