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Israel matou mais de 400 pessoas em Gaza desde o início do cessar-fogo, diz Hamas

O ministério informou que os hospitais da Faixa receberam os corpos de 13 mortos ao longo de sexta-feira

Matheus Alleoni

Integrantes da Defesa Civil usam uma escavadeira para procurar os restos de vítimas nos escombros de um prédio destruído no campo de refugiados de Bureij, no centro da Faixa de Gaza
PALESTINIAN-ISRAEL-GAZA-CONFLICT Civil Defence personnel use an excavator to search for the remains of victims in the rubble of a destroyed building in the Bureij refugee camp, in the central Gaza Strip, on December 6, 2025. Qatar and Egypt, guarantors of the Gaza ceasefire, called on December 6 for the withdrawal of Israeli troops and the deployment of an international stabilisation force as the necessary next steps in fully implementing the fragile agreement. (Photo by Eyad BABA / AFP)

Ao menos 401 pessoas foram mortas por ataques israelenses na Faixa de Gaza desde a entrada em vigor do cessar-fogo, há pouco mais de dois meses, informou neste sábado o Ministério da Saúde do enclave palestino, controlado pelo Hamas, em seu boletim diário.

O ministério informou que os hospitais da Faixa receberam os corpos de 13 mortos ao longo de sexta-feira, sendo seis deles assassinados e sete corpos recuperados de sob os escombros.

Além disso, acrescentou a pasta da Saúde, o total de feridos desde que a trégua entre Israel e o Hamas entrou em vigor, em 10 de outubro, chega a 1.108.

Israel continua controlando 54% da Faixa de Gaza, depois que suas tropas recuaram para a chamada “linha amarela”, onde continuam disparando quase diariamente contra palestinos que, segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), aproximam-se demais da demarcação.

Grande parte da população de Gaza desconhece as delimitações e se aproxima desta nova fronteira imaginária na tentativa de retornar às suas casas ou em busca de comida.

Além disso, as equipes de resgate da Defesa Civil recuperaram 641 corpos — em sua contagem mais atualizada — entre as toneladas de escombros de uma Faixa devastada, na qual mais de 80% dos edifícios foram completamente destruídos ou danificados.

As autoridades palestinas insistem que ainda há milhares de corpos presos entre as ruínas e que as tarefas de resgate são limitadas, devido à escassez de recursos como maquinário pesado e combustível.

No total, desde que Israel iniciou sua ofensiva em Gaza em retaliação aos ataques do Hamas em outubro de 2023, 70.925 palestinos morreram em ataques israelenses e 171.185 ficaram feridos, muitos com amputações e lesões permanentes.

*EFE