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Suzana Pires fala sobre exclusão feminina no mercado de trabalho: ‘Homem não vai abrir espaço’

Em entrevista ao Morning Show, atriz contou sobre seu mais recente livro, “Dona de Si”, que traça paralelos entre sua carreira e o empreendedorismo para mulheres

Vitória Antunes

Nesta terça-feira, 6, o programa Morning Show, da Jovem Pan, recebeu a atriz Suzana Pires. Em entrevista, ela opinou sobre a inserção da mulher no mercado de trabalho. “A cultura machista e misógina que a gente vive causa a morte de mulheres. Quando você é dono de uma praça de mercado, que é o homem branco, cis e hétero, e venho eu com minha barraquinha para botar ali e vender alguma coisa, esse homem não vai abrir um espaço para mim”, disse. Para ela, a situação mudou por questões do mercado financeiro, mas é necessário que exista união entre as mulheres. “Hoje ele abre porque mexe na Bolsa de Valores. Não abre, é muito difícil. Você precisa ter a sororidade, a rede feminina.”

Por acreditar no empreendedorismo feminino, Suzana Pires lançou o livro “Dona de Si”, que traça paralelos entre o tema e a sua carreira. “Eu queria entender o que fazia as mulheres irem à falência, serem as que mais abrem CNPJ no país e as que mais fecham em 3 anos. Consegui fazer uma pesquisa e mapeei 3 dores: a sobrecarga, as opressões diárias e a solidão que isso gera. Criei um método com mulheres incríveis e esse livro é o método todo misturado com a minha história de empreendedora. Produzo teatro desde os 18 anos. Tem as minhas vitórias, mas também tem o que errei e como consertei”, disse a atriz. Segundo Suzana, o livro estimula mulheres a desenvolverem simultaneamente suas vidas pessoais e seus negócios. “Cada mulher tem um talento dentro de si que faz ela fazer dinheiro para si mesma. O diferencial do livro é que a gente não vai direto no ‘faça um plano de negócios’, mas em desenvolver o pessoal primeiro.”

Pires também idealizou o Instituto Dona de Si, focado também no desenvolvimento econômico feminino. A atriz afirmou que abriga em sua organização mulheres de diferentes espectros políticos. “Sou uma pessoa muito conciliadora. Eu recebo no meu instituto mulheres de direita e de esquerda, mulheres que vão para passeata e abrem a blusa, mulheres que não gostam disso, então eu prefiro ficar um passo atrás disso e falar: ‘Vamos entender quem é você?’”, disse. “O que você leu e sua opção na hora de votar não vai interessar dentro do instituto. Acho válido porque somos muito oprimidas em diferentes graus”, concluiu.

Confira na íntegra a entrevista com Suzana Pires: