China diz para EUA ‘levarem a sério’ as preocupações da Rússia sobre a Ucrânia
A China pediu para os Estados Unidos “levarem a sério” as preocupações de segurança da Rússia a respeito da crise na Ucrânia. O pedido foi feito neta quinta-feira, 26, durante ligação entre o ministro Relações Exteriores da China, Wang Yi, e o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken. As tensões começaram após a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aumentar as atividades no território ucraniano. Como resposta, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou cerca de 100 mil soldados para a fronteira entre os países. “As preocupações razoáveis de segurança da Rússia devem ser levadas a sério e resolvidas. A segurança regional não pode ser garantida pelo fortalecimento ou, inclusive, a expansão dos blocos militares”, declarou Wang Yi, de acordo com o comunicado divulgado pelo ministério chinês.
O ministro ainda afirmou que todas as partes devem abandonar a “mentalidade de Guerra Fria” e “formar um mecanismo de segurança europeu equilibrado, efetivo e sustentável por meio de negociações”. Blinken, no entanto, advertiu para “os riscos econômicos e de segurança global que representam uma agressão da Rússia contra a Ucrânia e concordou que a desescalada e a diplomacia são a maneira responsável de proceder”, disse seu porta-voz, Ned Price. Durante o telefonema, Wang Yi ainda pediu para que Washington “pare de interferir” nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim. Isso porque os Estados Unidos e outros países aliados anunciaram um boicote diplomático às olimpíadas por “violações de direitos humanos” na China. “A prioridade mais urgente agora é que os Estados Unidos parem de interferir nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim”, disse Wang. O ministro também pediu que seu colega “pare de brincar com fogo” com Taiwan, uma fonte de grandes tensões entre as duas potências.
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*Com informações da AFP
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