México descarta restrições e Reino Unido pode ‘voltar atrás com medidas’ se Ômicron for menos perigosa do que Delta
Indo na contramão de muitos países da Europa, América e Ásia, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, descartou nesta segunda-feira, 29, fechar as fronteiras do país diante do surgimento da variante Ômicron. Ele apontou que não há qualquer evidência de que vacinas são menos eficazes do que a nova cepa do vírus e disse aguardar informações sólidas sobre a cepa. “Não, não temos esse prognóstico. Pensamos que fizemos muitos progressos na vacinação e que continuamos fazendo progressos. Vamos intensificar todo o programa de vacinação”, disse. O político afirmou que não há razões para preocupação ou risco de acordo com relatórios de especialistas do país. Também nesta segunda-feira, o ministro da Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, afirmou que se a variante “não for mais perigosa que a delta”, o país pode voltar atrás nas restrições aplicadas na última sexta-feira, 26.
Na Câmara dos Comuns, Javid disse que medidas como o uso obrigatório de máscaras em ambientes fechados e a exigência de todos os viajantes serem submetidos a um teste de PCR na chegada ao Reino Unido, que entram em vigor a partir desta terça-feira, 30, não ficariam em vigor “nem um dia a mais do que o necessário”. Até o momento, 11 casos da nova variante foram confirmados no Reino Unido, sendo cinco na Inglaterra e seis na Escócia. A expectativa do governo é de que este número aumente nos próximos dias. A nova cepa já foi detectada em todos os continentes e ainda é analisada por pesquisadores. Não há informações suficientes para determinar se ela escapa ou não aos imunizantes, mas dados preliminares da Organização Mundial da Saúde mostram que ela pode ter maior facilidade de disseminação com, possivelmente, sintomas mais leves.
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