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FBI torna público primeiro documento secreto sobre ataques do 11 de setembro

Memorando detalha investigação sobre suposta ajuda de sauditas a sequestradores de aviões usados no atentado, mas não apresenta nenhuma conclusão sobre a participação do governo da Arábia Saudita

Monique Alves

No dia do aniversário de 20 anos do ataque às torres gêmeas do World Trade Center nos Estados Unidos, o FBI divulgou o primeiro documento secreto referente ao atentado, após determinação do presidente Joe Biden. Segundo agências internacionais, o memorando que veio a público neste sábado, 11, é datado de 2016 e detalha a investigação sobre uma suposta ajuda logística de sauditas que estariam ligados a autoridades do país aos sequestradores dos aviões usados nos ataques. O documento dá detalhes das conexões que fizeram o FBI investigar Omar al-Bayoumi, que era supostamente um estudante saudita em Los Angeles, mas que o FBI suspeitava que fosse do serviço de inteligência do país do Oriente Médio.

No entanto, o relatório não apresenta nenhuma conclusão a respeito sobre a participação do governo da Arábia Saudita no atentado. Dos 19 sequestradores dos aviões, 15 eram sauditas, assim como Osama Bin Laden, fundador da Al-Qaeda, grupo terrorista que reivindicou a autoria dos ataques. Isso não quer dizer, porém, que o governo saudita financiou diretamente o 11 de setembro, algo que eles sempre negaram. Familiares das quase 3 mil vítimas acreditam na participação do regime do país do Oriente Médio no atentado e pedem uma investigação mais profunda a respeito dessa possibilidade. Na última quarta-feira, 8, a embaixada saudita disse que apoiava a divulgação dos documentos do FBI e que qualquer afirmação de que a Arábia Saudita foi cúmplice nos atentados era “categoricamente falsa”.

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