Guedes defende reforma administrativa e diz que PIB deve crescer até 5,5% em 2021

Em audiência na Câmara dos Deputados, o ministro da Economia disse que o país ‘já está de pé’, com indicadores positivos para a arrecadação, produção industrial e consumo

  • Por Jovem Pan
  • 08/07/2021 07h26 - Atualizado em 08/07/2021 11h07
FREDERICO BRASIL/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOMinistro afirmou ainda que a reforma é a valorização da qualidade do serviço público e modernização

O ministro da Economia, Paulo Guedes, garante que o Brasil deverá crescer até 5,5% em 2021. Ele participou de audiência na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. “O Brasil já está de pé, já está decolando outra vez em uma boa velocidade contra todas as expectativas. Isso está acontecendo em todos os indicadores nossos, está acontecendo na arrecadação, que está vindo bem acima do esperado, está acontecendo na produção industrial, no consumo de energia elétrica, em consumo de combustíveis. Então o Brasil se levantou novamente e digo que isso é uma demonstração de resiliência da democracia brasileira”, disse o ministro, que também participou da audiência da reforma administrativa e foi alvo de questionamentos da oposição, como do Bira do Pindaré (PSB). “Por que que querem promover essa enxurrada de cargos comissionados, um aparelhamento do Estado como nunca se viu. Isso vai ser uma destruição do serviço público, isso prejudica a transparência, o controle social”, questionou.

Paulo Guedes defendeu a urgência da reforma apresentada pelo governo. “Ninguém é mais avaliado do que os senhores. A cada quatro anos os senhores são avaliados, tem que lutar para fazer a coisa certa, representar quem te elegeu. É uma avaliação feroz, cruel, a cada quatro anos. Vocês são avaliados em função desse desempenho, são reeleitos ou não. O funcionalismo só estamos pedindo o seguinte: só precisamos de uma eleição. ‘Vou te eleger, mas deixa eu te observar quatro anos'”, afirmou. O ministro disse ainda que a reforma é a valorização da qualidade do serviço público, a modernização, mas respeitando todos os direitos do funcionalismo público atual.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos