Aeroporto de Congonhas recebe aval do governo para retomar voos internacionais
O Aeroporto de Congonhas (SP) recebeu, nesta terça-feira (23), parecer favorável da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) para a retomada de operações internacionais. A decisão valida o pedido apresentado pela Aena, concessionária que administra o terminal, e marca o início oficial do processo de internacionalização do aeroporto central paulistano, que não opera voos comerciais regulares para o exterior desde a década de 1980.
De acordo com o documento da SAC, órgão vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos, a proposta da Aena está alinhada às diretrizes da Política Nacional de Aviação Civil. O projeto prevê uma implementação gradual: a primeira fase deve contemplar a aviação geral (jatos executivos), com início estimado já para 2026, enquanto os voos comerciais regulares de passageiros devem começar em junho de 2028.
A data para o início dos voos comerciais coincide com a entrega prevista do novo terminal de passageiros, obra fundamental para adequar a infraestrutura aos padrões de segurança e conforto exigidos para operações internacionais. A Aena está investindo cerca de R$ 2 bilhões na modernização do aeroporto, que passará de 30 para 37 posições de estacionamento de aeronaves e contará com novas áreas de alfândega e controle de passaportes.
América do Sul
Diferente do Aeroporto de Guarulhos, focado em longas distâncias, a vocação internacional da “Nova Congonhas” será regional. As rotas autorizadas serão de curta e média distância, conectando São Paulo diretamente a capitais da América do Sul, como Buenos Aires, Montevidéu e Santiago.
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Kleber Meira, diretor-executivo do aeroporto, afirmou que a internacionalização trará um salto de conectividade e desenvolvimento econômico para a metrópole. “Diante da conveniência de termos um aeroporto internacional central, eficiente e com um novo terminal moderno, abre-se uma enorme oportunidade de integração regional”, destacou.
Com o aval da SAC, o processo segue agora para a análise técnica e operacional de outros órgãos competentes, como a Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa e Vigiagro, que deverão estruturar os serviços de fiscalização no local.
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