Afastado de articulação politica, participação de Onyx no governo está em queda constante
Desde que a Casa Civil da Presidência da República perdeu o comando da articulação política e a supervisão da Subchefia para Assuntos Jurídicos, o ministro responsável, Onyx Lorenzoni, vem enfrentando uma queda acentuada e contínua no número de reuniões com parlamentares, ministros e até mesmo com o próprio presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Nos últimos três meses, essa redução de compromissos fica fica evidente. Em abril, o ministro chegou a participar de ao menos 19 reuniões com Bolsonaro. Em maio, o número de encontros com o presidente despencou para quatro e, em junho apenas três foram registrados.
Em relação à deputados, só nos dez primeiros dias de abril Onyx recebeu mais deputados do que em todo o mês de junho. Naquele mês, foram ao menos 51 reuniões com parlamentares. Em junho, no entanto, o chefe da Casa Civil se reuniu 27 vezes com deputados e senadores.
Além da perda da articulação política da Casa Civil para a Secretaria de Governo, que ficará a comando do general Luiz Eduardo Ramos, que assumirá a Secretaria de Governo no lugar do ex-ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz, demitido duas semanas atrás, a Casa Civil também perdeu a Secretaria para Assuntos Jurídicos, que faz a análise de decretos e projetos de lei, além do comando da Imprensa Nacional.
A proximidade de Onyx com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), incomoda Bolsonaro. O presidente se queixa, nos bastidores, de que o ministro está fazendo o “jogo” do Legislativo, dando a impressão de que o Palácio cedeu ao “toma lá, dá cá”.
A agenda de Onyx mostra que a soma dos encontros que ele teve com Maia e Alcolumbre, em maio, é maior que o número de reuniões mantidas por ele com Bolsonaro. No último mês, foram pelo menos cinco reuniões individuais com o presidente do Senado. O chefe da Casa Civil ajudou a eleger Alcolumbre. Já com Maia, houve um encontro.
*Com Estadão Conteúdo
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