Bolsonaro: ‘Espero que Argentina reflita muito sobre visita de seu candidato a Lula’
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista ao jornal argentino El Clarín, que espera que a Argentina “reflita muito” sobre o significado da visita do candidato à presidência do país Alberto Fernández ao ex-presidente Lula, na Superintedência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, no começo de julho. Fernández é o líder da chapa composta por Cristina Kirchner, que tenta a vice-presidência.
“O candidato de Cristina Kirchner não conhece a realidade brasileira. Aqui nós confiamos em nossas instituições”, afirmou Bolsonaro. “Lula foi condenado em três instâncias. Espero que a Argentina reflita muito sobre essa visita a Lula de seu candidato”, continuou ele.
Questionado sobre por que apoia a reeleição de Maurício Macri, Bolsonaro explicou que Fernández já afirmou que revisaria o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. “Apoio apenas que Cristina Kirchner não volte ao poder, sabendo e tendo consciência de que não vou interferir politicamente em outro país”, disse Bolsonaro.
De acordo com o presidente, as declarações do candidato Alberto Fernández, de revisar o acordo do Mercosul com a União Europeia e a visita ao ex-presidente Lula, “é um sinal de que podemos ter um atrito com a Argentina que não queremos ter”.
“Nós, Argentina, já conversei com Macri sobre isso, queremos um Mercosul 2.0. Quando eu era parlamentar, era contrário ao Mercosul, mas por causa de sua tendência ideológica”, se justificou o presidente. Segundo ele, ao chegar à presidência da República brasileira, ele e Macri teriam chegado à conclusão de que “essa tendência ideológica tem que deixar de existir”.
Imparcialidade de Moro
O presidente Jair Bolsonaro também foi questionado, durante a entrevista, sobre se o ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, agiu com imparcialidade no caso do ex-presidente Lula. Bolsonaro afirmou que sim.
“Seu trabalho, pelo que acompanhei, foi imparcial. Não só ele fez justiça. A segunda e a terceira instâncias nos julgamentos seguintes foram pela mesma linha [de Moro]”, disse Bolsonaro.
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