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Cidade do interior de Roraima é a pior do país, segundo ranking; veja lista

Lista do Índice de Progresso Social aponta que, dos 20 municípios que ocupam as últimas posições, 11 pertencem ao estado do Pará

Nicolas Robert

Uiramutã, cidade de Roraima
Uiramutã, cidade de Roraima Divulgação

A cidade de Uiramutã, em Roraima, é a pior em qualidade de vida do país, segundo o relatório do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). A lista, que avalia o desempenho social e ambiental dos municípios em uma escala de 0 a 100, aponta uma concentração de baixas pontuações na região Norte, especificamente na Amazônia Legal – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e o Maranhão.

Após Uiramutã, cuja pontuação foi de 42,44, as cidades com os desempenhos mais baixos são Jacareacanga, no Pará (44,32), e Alto Alegre, em Roraima (44,72). Das 20 cidades que ocupam as últimas posições no ranking nacional, 11 pertencem ao estado do Pará. Municípios como Portel (45,42), Amajari (45,58) e Pacajá (45,87) também figuram entre as menores notas do país. Veja as 10 piores cidades do país:

  1. Uiramutã (RR) – 42,44
  2. Jacareacanga (PA) – 44,32
  3. Alto Alegre (RR) – 44,72
  4. Portel (PA) – 45,42
  5. Amajari (RR) – 45,58
  6. Pacajá (PA) – 45,87
  7. Anapu (PA) – 45,91
  8. Japorã (MS) – 46,23
  9. Santa Rosa do Purus (AC) – 46,70
  10. Uruará (PA) – 46,80

O índice utiliza 57 indicadores de fontes públicas para medir componentes como saneamento básico, moradia, segurança pessoal, saúde e acesso à educação superior. A média nacional de progresso social registrada no período é de 63,40.

Segundo o documento, as cidades com as menores notas apresentam características comuns, como baixa densidade demográfica e localização distante de grandes centros urbanos.

Na dimensão “Oportunidades”, que analisa direitos individuais e inclusão social, o país registrou sua média mais baixa (46,82).

O relatório destaca que, nos municípios críticos da Amazônia Legal, os resultados são impactados negativamente por indicadores de qualidade do meio ambiente, como o desmatamento e a emissão de gases de efeito estufa.

O IPS Brasil é atualizado anualmente para permitir o acompanhamento da evolução da qualidade de vida nos municípios.

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