Desmatamento na Amazônia impacta clima nos Andes
Baker Perry e Tom Matthews, especialistas em climatologia, têm se dedicado à coleta de dados em regiões montanhosas, incluindo a instalação de estações meteorológicas em locais como o Monte Everest e os Andes tropicais. Em 2019, eles implementaram cinco estações no Everest e, em 2022, estabeleceram a estação mais alta dos Andes, situada a 6.349 metros, nas proximidades do Ausangate, no Peru. Os pesquisadores ressaltam que o estudo das montanhas é frequentemente negligenciado, embora seja fundamental para compreender as alterações climáticas e o ciclo hidrológico. As montanhas atuam como importantes reservatórios de água doce, essenciais para a sobrevivência de bilhões de pessoas. Perry destaca a relevância da conexão entre os Andes e a Amazônia, uma vez que a umidade que sustenta a neve e a chuva nos Andes provém da Bacia Amazônica.
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Nos últimos anos, Perry e Matthews notaram uma significativa redução na neve do Himalaia, caracterizada por uma diminuição nas precipitações e um aumento nas temperaturas, o que tem consequências diretas sobre as geleiras. Eles alertam que o desmatamento na Amazônia tem reduzido a precipitação nos Andes em até 30%, o que impacta negativamente as reservas de gelo. Além disso, os pesquisadores abordam como as mudanças climáticas estão intensificando fenômenos extremos, como secas e ondas de calor. Eles enfatizam a necessidade urgente de limitar o desmatamento e proteger as florestas, uma ação que pode ajudar a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
Perry demonstra otimismo em relação à possibilidade de conter o desmatamento, o que poderia contribuir para a estabilização do clima e das chuvas nos Andes. Ambos os especialistas sublinham a importância da colaboração entre cientistas de diversas áreas para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. A entrevista evidencia a interconexão entre as alterações climáticas, o desmatamento e seus efeitos nos ecossistemas, ressaltando a urgência de ações para preservar tanto a Amazônia quanto os Andes. A proteção dessas regiões é vital para garantir a segurança hídrica e a saúde ambiental em um contexto de mudanças globais.
publicado por Patrícia Costa
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*Reportagem produzida com auxílio de IA