‘Falar que a Lava Jato é uma operação partidária é teoria da conspiração’, diz Dallagnol
O procurador da República Deltan Dallagnol publicou um vídeo nesta segunda-feira (10) para se defender das acusações feitas pelo site The Intercept sobre um suposto conluio entre procuradores e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, na operação Lava Jato, na época em que Moro era juiz federal.
“Falar que a Lava Jato é uma operação partidária é uma teoria da conspiração que não tem base nenhuma”, afirmou Dallagnol. Ele destacou que a operação envolve muitos procuradores da República e centenas de servidores públicos. “Imaginar que essas pessoas vão colocar em risco o sustento de sua família, o seu cargo e trair a confiança da sociedade para prejudicar A ou B não tem qualquer base na realidade”, disse.
A reportagem publicada neste domingo (9) pelo The Intercept mostra supostas mensagens trocadas entre Dallagnol e Moro durante o processo envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o procurador, esse tipo de interação entre procuradores, advogados e juízes é “natural”.
Deltan Dallagnol reforçou que o juiz Sergio Moro negou vários pedidos feitos pelo Ministério Público, o que indicaria sua imparcialidade ao julgar os casos da operação. “Centenas de pedidos do Ministério Público foram negados pela Justiça, 54 pessoas acusadas pelo MP foram inocentadas pelo juiz Sergio Moro, nós recorremos centenas de vezes contra decisões judiciais”, explicou.
Ele ainda lembrou que a operação implicou políticos de 26 partidos e de posições ideológicas diferentes. “Só a Lava Jato em Curitiba acusou políticos e pessoas vinculadas ao PP, PT, PMDB, PSDB, PTB e só a colaboração da Odebrecht nomeou 415 políticos de 26 diferentes partidos. A Lava Jato é contra a corrupção seja de quem ela for”, disse.
Deltan ainda negou a veracidade das mensagens vazadas. “Mós nunca caminhamos com a lógica de que os fins justificam os meios, as acusações não procedem e a origem delas está ligada ao ataque criminoso realizado. Mesmo não reconhecendo a fidedignidade dessas mensagens, nós reconhecemos que elas podem gerar algum desconforto em alguém, nós lamentamos profundamente por isso.”
Assista ao vídeo abaixo:
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