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Fiocruz registra momento em que coronavírus infecta uma célula; assista

Pela primeira vez, pesquisadores registraram o momento em que o novo coronavírus infecta uma célula. As imagens microscópicas foram feitas por profissionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), durante um estudo sobre a replicação do vírus Sars-Cov-2 (nome científico do coronavírus) em células manipuladas em laboratório. A pesquisa utilizou vírus isolados a partir de amostras coletadas […]

Denise Bonfim

Pela primeira vez, pesquisadores registraram o momento em que o novo coronavírus infecta uma célula. As imagens microscópicas foram feitas por profissionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), durante um estudo sobre a replicação do vírus Sars-Cov-2 (nome científico do coronavírus) em células manipuladas em laboratório.

A pesquisa utilizou vírus isolados a partir de amostras coletadas do nariz e da garganta de um paciente infectado. Esses antígenos foram usados para infectar células amplamente empregadas em ensaios in vitro para testes de replicação viral, chamadas “células de linhagem vero”.

https://www.facebook.com/oficialfiocruz/videos/854577411691169

 

A pesquisadora Débora Vieira, do Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral do Instituto Oswaldo Cruz, explicou que o projeto que chegou às imagens investiga o formato e o diâmetro da partícula viral, além de seu ciclo replicativo. “Conseguimos verificar por análises de microscopia eletrônica todas as etapas da replicação do Sars-cov-2 em células vero”, afirma.

Ela descreve que as imagens mostram o vírus entrando na célula e espalhando suas partículas em seu interior. Posteriormente, outros estudos vão mostrar partículas infectivas captadas saindo da célula.

A conclusão relevante da pesquisa, segundo Débora, é a confirmação de que o vírus pode se replicar em células de linhagem vero, e que devido a isso, poderá ser uma ferramenta na pesquisa em laboratório para vacinas e medicamentos.

“Nosso objetivo era verificar se essas células eram competentes para replicar o vírus, e constatamos que sim”, disse. “Para testes de candidatos a vacinas e fármacos, precisamos de um sistema de cultura de células padronizado, não só para a produção de massa viral, mas para diferentes testes que são necessários”.

Além de Débora, os pesquisadores Marcos Alexandre Silva, também do Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral, e de Fernando Mota, Cristiana Garcia, Milene Miranda e Aline Matos, do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo, também atuaram no estudo. Os dois laboratórios fazem parte do Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz.

* Com Agência Brasil