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Grande SP tem 1,2 milhão de imóveis sem energia após passagem de ciclone

Capital paulista concentra mais de 1 milhão de clientes no escuro; ventos de quase 100 km/h derrubaram árvores, afetaram semáforos e levaram ao fechamento de parques municipais

Nicolas Robert

Bairro da Mooca, zona leste de São Paulo, é afetado pela queda de energia na noite desta quarta-feira (10) devido ao vendaval decorrente do ciclone que atinge o sul e sudeste do Brasil
Bairro da Mooca, zona leste de São Paulo, é afetado pela queda de energia na noite desta quarta-feira (10) devido ao vendaval decorrente do ciclone que atinge o sul e sudeste do Brasil YURI MURAKAMI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A Grande São Paulo amanheceu nesta quinta-feira (11) enfrentando os transtornos causados pela passagem de um ciclone extratropical. Segundo balanço da concessionária Enel, mais de 1,2 milhão de imóveis estão sem energia elétrica na região metropolitana. A situação é crítica na capital, onde 869 mil clientes permanecem no escuro, o equivalente a 14,98% do total de unidades consumidoras da cidade.

A interrupção no fornecimento é consequência das fortes rajadas de vento registradas na quarta-feira (10), que atingiram 98,1 km/h na Lapa, na Zona Oeste, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). A força dos ventos derrubou árvores e lançou galhos e objetos sobre a rede elétrica, danificando trechos inteiros da infraestrutura de distribuição.

Impactos na mobilidade

A falta de luz gerou caos no trânsito e afetou serviços essenciais. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que 235 semáforos estão apagados por falta de energia, o que contribuiu para que a lentidão na cidade chegasse a 203 km às 7h desta quinta. O abastecimento de água também foi impactado em diversos pontos.

Como medida de precaução, a prefeitura determinou o fechamento de todos os parques municipais durante a manhã. O Parque Ibirapuera também não abriu os portões, e uma reavaliação sobre a abertura das áreas verdes será feita ao longo do dia.

De acordo com a administração municipal, foram registradas 231 quedas de árvores apenas na capital. Até a manhã desta quinta, equipes de limpeza aguardavam a intervenção da Enel em 40 ocorrências para que a energia fosse desligada, permitindo a remoção segura dos troncos e galhos. Em todo o estado, o Corpo de Bombeiros recebeu 1.642 chamados para quedas de árvores.

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Resposta das autoridades

A Enel comunicou que mobilizou equipes desde o início das ocorrências e que, até as 5h desta quinta-feira, o serviço havia sido normalizado para 500 mil clientes. A concessionária afirmou ainda que disponibilizou geradores para o atendimento de casos mais críticos.

Diante da reincidência dos problemas no fornecimento, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) declarou que acionará a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Justiça para que sejam tomadas providências em relação ao contrato de concessão com a Enel.

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