Justiça decreta prisão de suspeitos de ataque a tiros contra tenente da Rota
A Justiça de São Paulo decretou neste domingo (28) a prisão temporária de dois suspeitos de participação no atentado contra o primeiro-tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos. A decisão foi tomada pela Vara do Plantão da Comarca de Santo André após a identificação dos investigados pelas forças de segurança.
Os suspeitos, de 40 e 52 anos, foram localizados pela Polícia Militar em Guaianases, na zona leste da capital paulista, e encaminhados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestam depoimento à Polícia Civil.
Ronickson Pimentel foi baleado na manhã de sábado (27) na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. O ataque é tratado pelas autoridades como uma tentativa de execução.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o policial estava parado em sua motocicleta em um semáforo quando foi abordado por criminosos que estavam em outra moto. Os suspeitos emparelharam com a vítima e efetuaram diversos disparos antes de fugir.
O tenente recebeu os primeiros socorros no local e foi levado de helicóptero pelo Águia da Polícia Militar ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Segundo a atualização mais recente divulgada pela equipe médica e pela PM, o policial passou por uma cirurgia neurológica delicada e permanece em estado grave, porém estável. De acordo com os médicos, não houve piora no quadro clínico após o procedimento.
Após o atentado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), determinou prioridade máxima às forças de segurança para identificar e prender os responsáveis pelo crime.
Em publicação nas redes sociais, o governador afirmou ter recebido a notícia com “profunda indignação” e declarou que ataques contra policiais representam uma ameaça a toda a sociedade.
Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, vítima de um dos casos criminais mais conhecidos do país. Em outubro de 2008, a adolescente foi assassinada após permanecer cerca de 100 horas em cárcere privado em Santo André.
As investigações sobre a motivação do atentado seguem sob responsabilidade do DHPP.
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