Ministra da Mulher critica a atuação da imprensa no caso da menina estuprada impedida de abortar
No início da semana, o Brasil tomou conhecimento de um caso singular que corria em sigilo na Justiça, em Florianópolis (SC): uma menina, de 11 anos, que engravidou ao ser estuprada em casa, era mantida em um abrigo para impedir que fosse submetida a um aborto legal. Nesta quarta-feira, 21, em um evento em Belém, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto, comentou o caso. Ela criticou a divulgação da imprensa e não fez menção a situação da menor, apenas ao fato do caso estar em segredo de Justiça.
A garota tinha entrado na 22ª semana de gravidez, quando foi levada pela mãe para fazer um aborto, mas o hospital se recusou. A família recorreu à Justiça, o que complicou ainda mais a situação. Na audiência, a juíza Joana Ribeiro Zimmer induziu a menina a concordar em continuar com a gestação. E determinou que ela deveria permanecer em um abrigo até a criança nascer. Depois que o caso veio a público, a sentença foi revogada e a criança liberada a voltar para casa. A conduta da juíza está sob investigação do Conselho Nacional de Justiça. No Brasil a interrupção da gravidez é permitida em caso de estupro.
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