Moro decide realocar mandantes de massacre no Amazonas em presídios federais
Após a morte de 55 detentos em menos de 48 horas no Amazonas, o governo decidiu separar os mandantes do massacre em presídios federais.
O Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, foi palco de uma chacina neste domingo (27) que deixou 15 detentos mortos. Na segunda-feira, 27, o governo confirmou que mais 40 pessoas foram encontradas mortas dentro de celas de três estabelecimentos prisionais do estado.
Além das vagas em presídios federais, o governo Jair Bolsonaro decidiu enviar um reforço de segurança ao Amazonas. Sergio Moro confirmou o envio de tropas da Força de Intervenção Penitenciária para reforçar a segurança interna dos presídios.
Segundo a secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap), as mortes ocorreram no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), com 25 assassinatos, na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), com seis, no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM I), com cinco, e no Compaj, com quatro, todos localizados em Manaus (AM).
As vítimas foram assassinadas com ataques com escovas de dentes e “mata-leão”. A chacina ocorreu em horário de visita de familiares e foi o descumprimento de uma regra entre os criminosos. A secretaria abriu investigação para identificar os presos envolvidos nos crimes, através das câmeras internas.
Não houve fugas e nem reféns, segundo o secretário de Administração Penitenciária do Amazonas, Marcus Vinícius de Almeida, que anunciou a suspensão das visitas como uma das medidas administrativas de segurança.
A Seap confirmou que todos os mortos foram identificados e seus corpos, liberados para as famílias. Em função do ocorrido ontem, a secretaria aplicou uma série de medidas administrativas em todas as unidades prisionais do estado, entre elas, a suspensão das visitas.
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