MPF recomenda que bancários e funcionários dos Correios não sejam prioridade na vacinação
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Secretaria Extraordinária de Enfrentamento da Covid-19, vinculada ao Ministério da Saúde, que bancários e funcionários dos Correios não sejam incluídos no grupo prioritário de vacinação contra o coronavírus. O MPF afirma que o governo deve cumprir o Plano Nacional de Imunizações (PNI) e continuar a vacinação por critério de idade. No início de julho, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a inclusão dos profissionais dessas categorias no grupo prioritário, após reunião com o presidente dos Correios. O MPF, no entanto, recomendou que Secretaria de Enfrentamento da Covid-19 não acrescente novos grupos sem a manifestação favorável da Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis ou outro órgão que o substitua. “A vacina contra covid-19 é recurso público escasso, cuja destinação deve seguir critérios objetivos, de forma a garantir o amplo acesso da população, bem como o uso racional e técnico desse recurso a fim proteger grupos mais vulneráveis à doença”, diz a manifestação. O órgão deu prazo de dez dias para que a Secretaria preste informações e apresente dados que demonstrem a necessidade da inclusão dessas categorias como grupo prioritário.
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