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Brasil

Mulher que se passou por criança é indiciada por mentir para receber doações

Segundo as autoridades, ela teria enganado integrantes de um grupo de oração, em 2021, ao fingir estar com câncer terminal

Fernando Keller

Mulher de 37 anos que se passava por criança e adotava comportamentos infantis, tomando leite na mamadeira.
Em junho, a mulher foi presa pela Polícia Civil de Santa Catarina por estelionato e falsa identidade Reprodução / X

A Polícia Civil do Paraná indiciou por estelionato na última sexta-feira (10) Amanda Maira Souza de Oliveira, a mulher que fingiu ser uma adolescente de 12 anos e tentou enganar uma família em Joinville (SC).

A acusada supostamente teria enganado integrantes de um grupo de oração, em 2021, ao fingir estar com câncer terminal. Segundo a polícia, o caso foi registrado em Colombo, e a mulher passou por interrogatório e negou todos os crimes. O inquérito foi encaminhado à Justiça do Paraná.

Em junho, a mulher foi presa pela Polícia Civil de Santa Catarina por estelionato e falsa identidade. A suspeita utilizava o nome falso de “Gabriele” e se passava por uma adolescente de 12 anos para enganar uma família no distrito de Pirabeiraba. A prisão ocorreu na casa das vítimas, onde a investigada morava há cerca de 14 meses.

De acordo com as investigações, a mulher alegava ser portadora de autismo e de outras condições clínicas para ganhar a confiança dos moradores e sustentar a farsa. Para justificar a aparência física de adulta, ela argumentava que seus traços eram resultado do uso forçado de hormônios durante a infância.

A Polícia Civil informou que, para reforçar o papel de criança, a investigada adotava uma rotina específica. “A suspeita mantinha comportamentos infantilizados, utilizando rotineiramente chupetas, mamadeiras e objetos lúdicos”, relata a corporação.

Investigações apontaram que a mulher é reincidente neste tipo de crime. Ela já acumula antecedentes penais por golpes semelhantes nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Durante o interrogatório, a mulher confessou a autoria dos fatos. De acordo com a Polícia Civil, a suspeita foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville. Ela permanece à disposição do Poder Judiciário.

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