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Operação da PF mira irregularidades em emendas PIX em municípios de Roraima

Ação cumpre 41 mandados de busca em quatro estados por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF)

Bruno Pinheiro e Nícolas Robert

PF
Operação da PF mira irregularidades em emendas PIX em municípios de Roraima Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (3), uma operação que visa investigar irregularidades na aplicação de recursos federais transferidos a municípios de Roraima por meio de emendas parlamentares conhecidas como “emendas PIX”. A Jovem Pan apurou que o prefeito de São Luiz do Anauá, Elias Beschorner (PP), e o ex-prefeito James Batista, são alvos da ação denominada de Acesso Negado.

As emendas somam cerca de R$ 90 milhões e foram apresentadas pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, quando ele era deputado federal, pelo deputado federal Antonio Nicoletti (PL-RR), pelo senador Dr. Hiran (PP-RR), que também era deputado federal, e pelo ex-senador Telmário Mota. O ministro e os políticos não são alvos da operação.

Ao todo, policiais federais cumpriram 41 mandados de busca e apreensão em Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O foco da operação são as transferências destinadas às prefeituras de Iracema (RR) e São Luiz do Anauá (RR).

A investigação começou após auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), realizadas por determinação do STF. Os relatórios apontaram indícios de irregularidades no planejamento, na execução e na transparência do uso desses recursos públicos.

O inquérito apura crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.

As Emendas Pix são recursos parlamentares individuais transferidos diretamente a estados e municípios de forma rápida e sem a necessidade de convênios ou projetos prévios. Por essa flexibilidade na liberação, a modalidade exige acompanhamento e controle social sobre a aplicação das verbas públicas.

A Jovem Pan tenta contato com os envolvidos. O espaço está aberto para manifestação.

*com informações do Estadão Conteúdo