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Plano de acomodação da COP30 avança com novos quartos de hotéis e prioridade para negociadores

Até o momento, foram disponibilizados 2.500 acomodações para as delegações que participarão da Cúpula do Clima; risco de evento não acontecer em Belém aflige autoridades brasileiras

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O presidente Lula, o governador Helder Barbalho e o ministro Celso Sabino na cerimônia de divulgação dos investimentos do Governo Federal para a COP30
54327798449_b65417fdd6_k Ricardo Stuckert/PR

A organização da COP30, que será realizada em Belém, capital do Pará, reforçou que o plano de acomodação está sendo implementado em fases, dando prioridade nesta etapa às delegações que participarão diretamente das negociações oficiais da conferência climática. Até o momento, foram disponibilizados 2.500 quartos para essas delegações, conforme acordado com a ONU. Em 1º de agosto, o governo brasileiro lançou uma plataforma com mais 2.700 quartos voltados ao público geral da COP30, com a expectativa de que novos apartamentos sejam adicionados diariamente para ampliar a oferta.

Belém já conta atualmente com mais de 53 mil leitos disponíveis, entre hotéis, navios adaptados, residências de temporada e plataformas digitais como Airbnb. Estão previstas cerca de 50 mil pessoas na capital paraense durante o evento, o que demanda uma expansão significativa da capacidade de hospedagem, já que a cidade normalmente dispõe de cerca de 18 mil quartos.

Os preços controlados para os quartos destinados às delegações variam entre US$ 100 e US$ 600 por diária, com tarifas especiais para países menos desenvolvidos, cujas diárias ficam entre US$ 100 e US$ 200, e valores até US$ 600 para as demais delegações. Embora os preços estejam acima do teto recomendado pela ONU (US$ 150), são considerados inferiores aos valores praticados no mercado, que chegam a cerca de US$ 700 por pessoa, por noite.

Em resposta a preocupações internacionais sobre os custos elevados, que poderiam dificultar a participação de países mais pobres, o governo brasileiro organizou reuniões com a ONU e representantes das delegações para discutir soluções envolvendo hospedagem, transporte, segurança e alimentação. Uma nova reunião está marcada para 11 de agosto, visando consolidar medidas que garantam a inclusão e o sucesso da conferência. Além da oferta tradicional de hotéis, o plano inclui navios-hotel com cerca de 3,9 mil cabines, construções de novos hotéis de alto padrão e adaptações de espaços públicos para acomodação temporária.

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Apesar dos esforços para ampliar e organizar a oferta de hospedagem, o risco de a COP30 não ocorrer em Belém tem sido motivo de preocupação entre organizadores e autoridades. A alta dos preços dos hotéis e a dificuldade em garantir acomodações acessíveis para todas as delegações, especialmente as de países menos desenvolvidos, pressionam a organização do evento. Caso não sejam apresentadas soluções eficazes até a reunião prevista para 11 de agosto, cresce o temor de que a ONU reavalie a viabilidade da capital paraense como sede da conferência, o que geraria um impacto negativo para o Brasil e para a comunidade internacional no enfrentamento das mudanças climáticas.

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Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA