Quem era Caíque Verli, repórter da Globo encontrado morto em casa
Caíque Verli, o jornalista de 33 anos encontrado morto nesta quinta-feira (23), trabalhava na TV Gazeta, afiliada da TV Globo no Espírito Santo. Ao todo, ele trabalhou 9 anos na Rede Gazeta, que tem a rádio CBN, o g1 ES e outros veículos como parte do grupo.
Ele era natural de Carangola, região da Zona da Mata de Minas Gerais e se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), em 2015.
Caíque integrou a 17ª turma do Curso de Residência da Rede Gazeta (programa de imersão profissional de três meses realizado no Espírito Santo) e atuava na redação multimídia do grupo desde 2017. Como repórter da TV Gazeta, destacou-se principalmente na cobertura de segurança pública.
Em um post recente em suas redes sociais, ele agradeceu aos 9 anos dentro do grupo.
“Minha trajetória profissional começou aqui: nos jornais impressos, no site, na rádio CBN de Vitória e agora na TV. Vida longa à Rede Gazeta, que completa 95 anos e é uma escola de jornalismo”, escreveu Caíque.
Nas redes sociais, ele compartilhava vários momentos do seu dia a dia, principalmente reportagens no trabalho e shows que em que ia. Em um de seus posts sobre música, ele escreveu: “Como diz o Falamansa, ‘eu quero viver mais uns 100 anos’, e, de preferência, com muita festa junina, forró e sertanejo”.
Morte de Caíque
O jornalista foi encontrado morto na manhã desta quinta-feira (23) no apartamento onde morava, em Vitória. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada por amigos que o encontraram no local, e a Polícia Científica constatou a morte. As causas são investigadas pela Polícia Civil.
Em nota, a Rede Gazeta informou que a família do jornalista foi comunicada e recebe acompanhamento da empresa em Minas Gerais, onde reside. A emissora também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão.
“Caique deixa um legado de dedicação e comprometimento com o jornalismo, e será lembrado com carinho e admiração por todos que tiveram o privilégio de conviver e trabalhar ao seu lado”Rede GazetaRede Gazeta
O editor-chefe da TV Gazeta e do g1 Espírito Santo, Bruno Dalvi, destacou o comprometimento de Caíque com o trabalho e a atuação na cobertura jornalística. Segundo ele, o repórter era reconhecido pela responsabilidade, pelo cuidado com as informações e pelas fontes que cultivava, especialmente na área de segurança pública.
“Hoje é um dia difícil para nós, da redação, mas vamos honrar a memória dele da forma que ele mais acreditava: fazendo jornalismo! Caique era repórter, e um repórter tem a nobre missão de informar. É isso que faremos, ainda que com o coração partido, com o mesmo compromisso que ele sempre teve”, disse.
A editora e apresentadora do telejornal Gazeta Meio Dia, Rafaela Marquezini, também prestou homenagem ao jornalista. Ela afirmou que Caíque tinha sensibilidade na produção das reportagens, tratava as fontes com respeito e era apaixonado pela profissão.
“Ele tinha muito cuidado com as fontes e respeito pela dor do outro. Tinha um faro apurado pelas notícias, era apaixonado por jornalismo. Vai fazer muita falta nas telas e na nossa redação”Rafaela Marquezini