Fux é metonímia da insatisfação de muitos brasileiros
Não é de hoje que o ministro Luiz Fux está insatisfeito com seus colegas no STF. Durante o seu longo voto no julgamento do núcleo 1 da “trama golpista”, o ministro teceu críticas ao STF, alegando corretamente que não cabe à Corte opinar, falar fora dos autos, ou fazer julgamentos prévios ao analisar uma ação. Mais do que apreciar a inocência de Bolsonaro, Fux fez críticas que diversos juristas — da esquerda à direita — fazem às condutas do STF.
Ontem (21), o ministro externalizou mais uma vez a sua insatisfação com seus pares, mas de outro modo. Durante o julgamento do núcleo 4, pediu publicamente para fazer parte da Segunda Turma. Chama atenção que Fux poderia pedir isso reservadamente, mas preferiu fazê-lo nos holofotes do plenário.
É razoável supor que Fux fez isso como um ato de protesto pelo que vem ocorrendo no julgamento da Primeira Turma sobre a tentativa de golpe de Estado. Resta saber como será o seu comportamento na outra turma, dado que lá está o ministro Gilmar Mendes, com quem tem trocado farpas ultimamente.
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O pedido não representa apenas a sua insatisfação pessoal com alguns de seus pares, mas é uma metonímia (parte pelo todo) da indignação de muitos brasileiros com as condutas de muitos ministros do STF.
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