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Alan Ghani

Petróleo dispara e reacende temor inflacionário

EUA jamais iriam aceitar o acordo provisório como definitivo, pois, na prática significaria admitir a derrota americana para o país persa

Alan Ghani

foto petróleo
Petroleo_Geraldo Falcão-Fotos Públicas Geraldo Falcão/Fotos Públicas

Conforme esperado, desde ontem (7), o rascunho do acordo de paz foi por água abaixo. Primeiro, veio a volta das sansões ao petróleo iraniano, impedindo a sua venda para outros países. Depois, ataques do Irã a embarcações estrangeiras no Estreito de Ormuz. E hoje o ataque dos EUA ao Irã, dando fim oficialmente ao cessar fogo temporário.

A fragilidade do cessar fogo era previsível, uma vez que o esboço do acordo de paz era altamente favorável ao Irã. Trump apenas assinou o documento para evitar o colapso da economia mundial, conforme admitiu com suas próprias palavras.

No entanto, evidentemente os EUA jamais iriam aceitar o acordo provisório como definitivo, pois, na prática significaria admitir a derrota americana para o país persa.

Com a escalada do conflito, o petróleo volta a rondar US$80,00 o barril e provavelmente deverá subir mais. Com a elevação, vem novamente a inflação e a perspectiva de elevação dos juros no mundo. E o pior é que não há perspectiva de Irã e EUA se acertarem.

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