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Alan Ghani

Plano Nacional da Cultura é desperdício de dinheiro público

Alocar recursos orçamentários significa sobretudo estabelecer prioridades para o país

Alan Ghani

Lula presta solidariedade a famílias de vítimas de tornado no Paraná
Lula presta solidariedade a famílias de vítimas de tornado no Paraná © Tânia Rêgo/Agência Brasil

O governo enviou para o Congresso Nacional o Plano Nacional da Cultura. O projeto é um erro sob vários aspectos.

O primeiro é que não é papel do governo doutrinar a população, influenciando a cultura – entendida como um conjunto de princípios, valores e comportamentos de uma sociedade. A cultura de um povo nasce de baixo para cima, de maneira orgânica, sem imposição estatal.

O segundo ponto é que evidentemente esse tipo de projeto sempre vem acompanhado de mais recursos públicos. Ora, se há interesse da população por alguma arte, ela não precisa de dinheiro público (nosso) para existir. Pelo contrário, o desejo pela arte vai obedecer às leis de mercado (oferta e procura), atraindo o financiamento privado.

Por fim, financiar trabalhos artísticos com recursos públicos significa renunciar verbas para outras áreas. Como o orçamento do Estado é limitado, mais dinheiro para o artista de rua significa menos dinheiro para saúde. Infelizmente, a classe política e a artística pensam que o orçamento é infinito, não havendo custos de oportunidades no mundo real, ou seja, para cada escolha existe uma renúncia.

Alocar recursos orçamentários significa sobretudo estabelecer prioridades para o país. Será que o financiamento do artista X é prioridade no Brasil, ou é segurança pública?

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