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Incêndio atinge comunidade em Paraisópolis e destrói cerca de 150 barracos

Fogo começou durante a madrugada, mobilizou dezenas de bombeiros e deixou famílias desabrigadas; causas serão investigadas pela perícia

David de Tarso e Marcelo Bamonte

Incêndio atinge comunidade em Paraisópolis e destrói cerca de 150 barracos
Incêndio atinge moradias na comunidade de Paraisópolis, na Vila Andrade, zona sul de São Paulo; Reprodiução

Um incêndio de grandes proporções atingiu uma comunidade na região de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, na madrugada desta quinta-feira. De acordo com o Corpo de Bombeiros, cerca de 150 barracos foram atingidos pelas chamas.

O fogo teve início por volta das 4h30 da manhã e se espalhou rapidamente entre as moradias, muitas delas construídas com madeira e materiais de fácil combustão. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas imediatamente e mobilizaram cerca de 30 homens e 10 viaturas para o combate ao incêndio.

Após horas de trabalho, as chamas foram controladas. Os bombeiros seguem atuando no rescaldo da área afetada e realizaram a retirada de botijões de gás e outros materiais inflamáveis para evitar novos focos e reduzir os riscos de explosões.

As causas do incêndio ainda não são conhecidas e serão investigadas pela perícia da Polícia Técnico-Científica. Durante a operação de combate às chamas, um bombeiro chegou a cair de uma laje, mas sofreu apenas ferimentos leves, sem gravidade, segundo informou a capitã do Corpo de Bombeiros, Karoline Magalhães.

As equipes permanecem no local realizando o resfriamento das áreas não atingidas para evitar que o fogo volte a se propagar. Paralelamente, a Prefeitura de São Paulo, em conjunto com lideranças comunitárias, iniciou o cadastramento dos moradores afetados para prestar assistência às famílias atingidas.

Além dos barracos completamente destruídos pelo incêndio, diversas moradias que não foram alcançadas diretamente pelas chamas sofreram danos estruturais. O trabalho agora é identificar quantas famílias precisarão de apoio emergencial, incluindo acolhimento temporário e assistência social.

Animais também foram resgatados às pressas por moradores e equipes que atuavam no local. Muitos residentes deixaram suas casas apenas com a roupa do corpo, levando consigo apenas documentos e poucos pertences.

A reportagem conversou com Maria Aparecida Ribeiro Silva, moradora da comunidade há 14 anos. Ela relatou momentos de desespero ao perceber a rápida propagação do fogo. Segundo Maria, foi possível salvar apenas alguns documentos e objetos pessoais antes de deixar a residência. Agora, ela aguarda informações sobre o acolhimento das famílias afetadas e não sabe como será o processo de abrigo e assistência nos próximos dias.

As autoridades seguem monitorando a situação e prestando atendimento às vítimas do incêndio.

Veja imagens do incêndio: